content='786389851402381 property='fb:admins'/>
Mostrando postagens com marcador Bandas que marcaram a minha vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bandas que marcaram a minha vida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Bandas que mais marcaram minha vida - The Gathering e Anneke van Giersbergen

Já contei aqui algumas vezes que o ano 2000 foi um ano de muitas descobertas musicais na minha vida. Nesse ano descobri várias bandas de metal com vocal feminino. Nesse post eu falo sobre a grande influencia que a banda holandesa After Forever teve minha vida. Junto deles tem mais algumas bandas que tiveram a mesma importância pra mim, entre elas Within Temptation, Lacuna Coil e The Gathering (de todas essas bandas só o Lacuna Coil não é holandês). Na época ainda não havia definição pra essas bandas, umas eram consideradas metal melódico, outras doom metal, algumas gothic metal e a maioria eram chamadas de symphonic metal. Hoje em dia essas bandas são conhecidas como Female Fronted Metal. Cada uma dessas bandas tinha (ou ainda tem) algo que me influenciou profundamente e no caso do The Gathering a influência veio claramente da vocalista deles, a Anneke van Giersbergen. 

Strange Machines ao vivo em 1996 no festival Pinkpop

Eu conheci o The Gathering num álbum de coletâneas metal que venho numa revista, no álbum tinha a musica 'Strange Machines' e eu fiquei imediatamente apaixonada por eles. Pouco tempo depois um amigo me deu o álbum 'Nighttime Birds' e eu simplesmente não conseguia parar de ouvir aquelas músicas. As melodias eram cativantes, os instrumentos eram extremamente bem executados e os vocais eram inexplicavelmente supremos. Aquela voz, aquela técnica, aquele vibrato, aquela emoção toda. Eu estava apaixonada pelas musicas 'On Most Surfaces', 'Third Chance' e 'Shrink'. A vocalista Anneke van Gierbergen tinha me conquistado completamente!

Nessa época a banda ainda se classificava como doom metal, depois de um tempo procurando mais coisas deles eu descobri que eles tiveram um vocalista masculino antes da Anneke, eu até procurei umas musicas antigas pra ouvir mas não curti muito. Aliás o primeiro álbum com a Anneke, o 'Mandylion' (Nighttime Birds é o segundo álbum com a Anneke) também não me agradou por completo, só gostei de algumas musicas. O terceiro álbum com ela foi o 'How to Measure a Planet?' e foi aí que a banda começou a transitar do doom metal pra um metal/rock mais alternativo. Essa também foi a época em que a banda começou a ganhar mais visibilidade internacional, principalmente na América Latina. Eu continuei seguindo o trabalho deles e cada dia ficava mais apaixonada pelas musicas que eles faziam e pela voz da Anneke. Eles foram se afastando cada vez mais do metal e ficando mais alternativos. O meu álbum preferido vai sempre ser o 'Souvenirs', mas 'If Then Else' também tem um lugarzinho especial no meu coração. 
Liberty Bell do álbum "How to Measure a Planet?"

Após a turnê pra promover o álbum 'Home', Anneke anunciou que deixaria a banda. Os fãs enlouqueceram e ninguém aceitou a noticia com o coração aberto. Em 2008 a banda anunciou uma nova vocalista, a norueguesa Silje Wergeland. Com ela eles já lançaram três álbuns, o 'West Pole', 'Disclosure' e 'Aterwords'. Essa nova fase é bem mais experimental e até mesmo um pouco psicodélica. A Silje é uma ótima vocalista e a maioria dos fãs estão contentes com a entrada dela pra banda. Enquanto isso a Anneke continuou sua carreira lançando vários álbuns com sua nova banda Agua de Annique e participando de inúmeros projetos com vários músicos espalhando pelo mundo.  
You Learn About It do álbum Souvenirs

Eu continuo extremamente fã da Anneke e acompanho sua carreira solo com muito carinho, já fui à cinco shows dela. Continuo gostando muito de The Gathering, apesar de essa nova fase não ter o mesmo significado pra mim quanto a fase com a Anneke tinha. Até então só tinha visto um show deles em 2011 e achei a Silje muito boa ao vivo também. Infelizmente nunca tive a oportunidade de ver um show do The Gathering com a Anneke nos vocais. Mas isso tudo mudou no ultimo domingo, 09 de novembro!
Anneke van Gierbergen - Take Me Home

No ultimo domingo a banda comemorou 25 anos de existência e fizeram um show super especial com todos os ex-vocalistas. Foi uma experiencia linda demais. Passei praticamente seis meses na expectativa, conheci gente que estava vindo do Canadá, EUA, Brasil, Russia e outras partes do mundo só pra ver esse show. Quando eles tocaram a primeira musica com todos os vocalistas em cima do palco eu cheguei a chorar de emoção. Também fiquei emocionada quando vi a Anneke cantando musicas super nostálgicas. Em vários momentos eu me senti com 15 aninhos novamente, ouvindo musicas que marcaram tanto a minha vida sendo cantadas pela formação daquela época. E o mais impressionante foi ver a reação do público à cada uma dessas musicas nostálgicas. 
The Gathering - Saturnine, com todos os vocalistas no ultimo domingo. 

Depois do show os membros da banda foram dar autógrafos e tirar fotos com os fãs que ficaram. Mesmo com tanta gente urubuzando cada um deles em momento algum eles perderam a paciência e a doçura com ninguém. Foi um carinho tão extremo que eu me senti acolhida e especial. Nunca imaginei que pudesse ser tão bem tratada por musico nenhum. Eles passaram mais de duas horas dando atenção pra todo mundo que pediu. Eu finalmente realizei meu sonho de tirar fotos com a Anneke, ela brincou que ia roubar meu vestido. Sempre rindo, sempre simpática, ela até reconheceu vários fãs que seguem a carreira dela. Tudo muito mágico! 
Eu com cara de boba alegre ao lado da Anneke

Não consigo parar de ouvir The Gathering desde domingo e acho que estou com uma mistura de êxtase perpetuo com depressão pós show. Já fui à tantos shows na vida e nunca me senti assim depois de nenhum. Não sei explicar, só sei que tenho muito orgulho de ser fã e ter sido tão influenciada pelo The Gathering e a vocalista mais perfeita de todos os tempos, Anneke van Giersbergen....

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Fim do Orkut e amizades virtuais

Semana passada o Orkut deu seu ultimo suspiro de vida. Foram dez anos que mudaram a maneira com que os brasileiros se relacionam com as redes sociais e a maioria de nós ainda acha que o Orkut era infinitamente melhor que o Facebook. O Orkut oferecia inúmeras possibilidades de interação que o Facebook não oferece (ou começou a oferecer pouco tempo atrás). Muita gente assim como eu acredita que o Facebook seja uma plataforma mais pra ficar vendo o que os outros estão fazendo do que pra criar um diálogo verdadeiro. Quem aqui já não perdeu noites de sono discutindo um ponto de vista em alguma comunidade do Orkut? Agora, quem já fez o mesmo em um grupo do Facebook? Talvez porque estamos ficando mais velhos e isso tudo não importa mais, ou porque sabemos que tudo que fazemos no Facebook está sendo documentado. A verdade é que o nível de engajamento entre as duas plataformas é completamente diferente. Eu, como estudante de comunicação com especialização em mídia digital, posso dizer que o Facebook frustra e nos compele a viver num mundo onde nos esforçamos pra impressionar quem nos segue. O Orkut tinha um pouco essa função, mas a interação nas comunidades era o alvo e não o compartilhamento dos acontecimentos de nossas vidas. O foco do Orkut era conectar pessoas, o do Facebook é mostrar as coisas que você faz ou até o que você pensa. Não que isso seja necessariamente ruim, só não é tão legal e motivador quanto passar horas discutindo aquela série que você ama ou aquela banda que mudou sua vida. 
Enfim, uma das coisas que nos deixa mais saudosos do Orkut são as pessoas que conhecemos por lá. Eu fiz grandes amigos por lá e um dos namoros mais longos que já tive também começou em uma das dezenas de comunidades que eu fazia parte. Conheci gente de Belo Horizonte que acabaram virando meus amigos na "vida real" também e conheci gente do Brasil inteiro (e até do resto do mundo) que viraram amigos virtuais muito queridos. A maioria dessas pessoas eu ainda mantenho contato. Quando mudei pra Holanda pra ser au pair, 80 por cento das informações que consegui foram nas comunidades de au pair daqui. Também quando mudei pra Bélgica pra conseguir um visto de permanência, comunidades como a Brasileiros na Bélgica me deram várias dicas úteis. O Orkut era quase uma plataforma de utilidade pública! 

Por anos as comunidades que mais tomaram meu tempo eram das séries Lost e Supernatural. Lá eu passava várias horas diariamente, especulando, bolando teorias, falando sobre episódios passados, falando sobre os atores, etc. Foram noites sem dormir conversando (e as vezes brigando) nos tópicos de ambas comunidades. Mas a comunidade que mais me marcou, que sempre foi a mais querida, foi a da banda After Forever. Já falei aqui sobre o quanto essa banda foi importante na minha vida e que foi um dos fatores de eu ter escolhido a Holanda pra morar. Essa comunidade foi transferida pro Facebook com vários membros originais e alguns novos. Nessa comunidade eu conheci pessoas incríveis! Tenho um carinho enorme pela maioria dos membros e o nosso relacionamento é muito legal. Infelizmente todas essas pessoas queridas só fazem parte da minha vida virtualmente.

De todas essas pessoas especiais que conheci lá, a mais querida de todas foi a Laís Tomaz. A Laís e eu começamos a nos falar com mais frequência por volta de 2009, quando ela montou um fã-site sobre a Floor Jansen, vocalista do After Forever. Nessa época eu estava começando a estudar holandês e a Laís pediu minha ajuda pra traduzir algumas entrevistas e artigos pro site (pra quem não sabe os membros do After Forever são holandeses). Eu aceitei pois vi como uma boa oportunidade de praticar meu holandês e também porque sempre achei a Laís bem legal. Mas nessa época era só isso mesmo, uma garota legal da comunidade. Nós começamos a nos comunicar com mais frequência via chats e outras redes sociais, no começo falando mais sobre musica e sobre canto (ela também estuda canto). Depois de uns meses conversando com certa frequência eu já me sentia a vontade de falar de coisas mais pessoais. O relacionamento foi progredindo naturalmente, a gente se falava cada vez com mais frequência e por mais horas e cada vez tocando em assuntos mais pessoais. A Laís é 8 anos mais nova que eu, mas quando eu converso com ela eu nunca vejo diferença nenhuma pois ela tem mente aberta e experiência de vida. 

De 2009 pra cá muita coisa aconteceu tanto na minha vida quanto na dela, mas ambas passamos por todo o processo juntas durante esses anos. Sinto que crescemos juntas, temos uma visão bem parecida do mundo e até nossas frustrações são mais ou menos as mesmas. Quando algo bom acontece comigo ela é uma das primeiras pessoas com quem quero compartilhar e quando é algo ruim, eu quero correr pra desabafar com ela. Sempre tive a sensação de que ela me entende e ela sempre tem o poder de me fazer sentir melhor quando eu to pra baixo. 

Porém até esse verão a Laís era só um bando de palavras GTalk e fotos nas redes sociais, ela sempre foi virtual e por mais que nosso relacionamento fosse genuíno, ele nunca teve a parte física de ir afogar as mágoas num boteco, de ir à shows juntas, de bater perna pela cidade, de ir ver um filme. Nenhuma das coisas que uma amizade "normal" tem. Até que ano passado em agosto ela me mandou uma mensagem pra informar que estava vindo pro festival Wakken na Alemanha e depois viria passar uns dias na minha casa. Eu entrei em êxtase!! Fiz questão de montar o quarto de hóspedes pra ela (que até então tava cheio de caixas e bagunça que não tinha lugar no resto casa), fiz um roteiro de lugares pra levar ela pra conhecer, entupi ela de dicas de viagem e de festivais. Passamos um ano inteiro planejando essa viagem, eu nunca quis tanto conhecer alguém pessoalmente quanto ela. 

No inicio de agosto desse ano ela finalmente chegou com o namorado. Eles ficaram só 4 dias, foi o suficiente pra levar eles pra conhecer Rotterdam e Amsterdam e pra nos divertir e conversar muuuuuito. Apesar de quatro dias ser extremamente pouco, ela tava alí, real, de carne e osso. Eu tava com medo da situação ser meio constrangedora, tipo passamos 5 anos conversando praticamente todos os dias por horas seguidas, daí nos vemos pessoalmente e não temos nada pra conversar. Mas foi bem o contrário disso, pareceu que nos ver pessoalmente era algo normal que acontece com frequência. Não houve um momento sequer que a gente não ficou à vontade em ter ultrapassado o virtual e tornado tudo real. Quando ela foi embora ficou um vazio enorme por vários dias, a sensação de estarmos perdendo toda essa experiência de estar juntas e fazer coisas que amigas "normais" fazem. Eu confesso que chorei uma tarde inteira só de pensar que não faço ideia de quando eu a verei pessoalmente de novo, até agora escrevendo esse texto uma lágrima acabou de descer pelo meu rosto só de pensar nisso. A vontade que tenho é de entrar no próximo avião pra São Paulo só pra ver ela, ninguém mais, só ela.

Logo depois que ela voltou pra casa foi meio estranho voltar a falar só pelo GTalk e por redes sociais, ficou uma sensação imensa de que aquilo não era mais suficiente. Mas agora, alguns meses depois, já está tudo normal novamente. Continuamos conversando várias horas por dia e continuamos compartilhando tudo que acontece na vida. Mas agora sabemos que virtual não é suficiente e sabemos que nossa amizade é de verdade, por isso já estamos pensando em novas possibilidades de nos vermos o mais rápido possível. E sim, uma pessoa pode se tornar extremamente importante na sua vida sem você nunca ter conhecido pessoalmente. Amor transcende até as barreira físicas. E sim, eu tenho plena consciência de que esse post saiu bem lésbico e meloso, mas nem ligo :-P

Amizades "normais" não são a única opção e se não fosse pelo Orkut eu nunca saberia disso....

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Meu primeiro show!!

Eu acho que já contei minha relação com canto aqui no blog, mas vou resumir pras pessoas que ainda não sabem. Eu faço aula de canto desde os 15 anos, comecei por influencia das cantoras de rock que eram famosas nos anos 90, principalmente Alanis Morissette e Shirley Manson (vocalista do Garbage). Alias a Shirley me influenciou muito mais do que musicalmente, mas já falei sobre isso aqui.

Quando foi chegando a hora de prestar vestibular eu queria muito fazer faculdade de musica, mas em BH não existia nenhuma faculdade voltada pra pop/rock, só pra musica erudita. Então por conselho da minha professora de canto, eu comecei a fazer aulas de canto lirico pra tentar entrar pra UFMG. Eu tinha 18 anos na época e de até os 24 anos eu continuei estudando canto lirico, cantando em coros, recitais e operas em BH e região. Não consegui passar no vestibular pra UFMG porque sou muito ruim em matérias como matemática, química e física, tentei três vezes mas sempre foi um desafio muito grande aquela prova idiota. Mas continuei fazendo aulas de canto e evoluindo muito, só que o canto lirico não era minha paixão. Eu achava muito legal tudo que fazia, mas o que eu queria mesmo era cantar em uma banda, escrever minhas próprias musicas e fazer shows com essa banda. Sem contar que eu tava meio de saco cheio das picuinhas que rolam no mundo da musica erudita em BH (e acredito que o mesmo acontece em outras cidades também).

Enfim, quando mudei pra Holanda eu estava determinada à seguir meu sonho e cantar em uma banda. Meu plano era fazer faculdade de canto aqui, já que o país tem várias faculdades focadas em rock, pop, metal, jazz, etc. Bom, a vida aconteceu e esses planos não deram certo e hoje em dia eu faço faculdade de Comunicação em Mídia Digital. Mas eu não podia viver com a ideia de parar de cantar, então mais ou menos três anos atrás eu comecei a fazer aulas de canto na escola SKVR. Foi uma longa jornada pra aprender a usar minha voz com técnicas pop/rock e não com os vícios que adquiri com o lirico. Em setembro desse ano eu fui escolhida pra cantar em uma banda com outros estudantes da escola e desde então estamos ensaiando pra uma apresentação que aconteceu ontem à noite. 

Foi a primeira apresentação que fiz com uma banda na vida! Tocamos três musicas e teve até direito à backing vocals. Eu estava um pouco nervosa e por isso perdi o controle de algumas notas e um dos guitarristas estava dopado de antibiótico. Foi a primeira vez pra todos nós e eu acho que apesar de umas notas não muito boas, no geral foi tudo lindo. Eu aproveitei bastante e to me sentindo estasiada até agora. Essa é realmente minha maior paixão, é o que eu sempre sonhei em fazer da vida e ontem foi o primeiro passo pra essa jornada. Ainda preciso melhorar muito, mas muito mesmo, mas estou feliz de não deixar o medo ou a insegurança me impedir de fazer o que amo. 


O marido filmou tudo mas eu ainda estou decidindo se quero postar ou não, já que está longe de ser perfeito e não sei se estou disposta à lidar com as criticas maldosas (criticas que não são feitas por pura maldade são sempre bem vindas ;-) Mas se muita gente quiser ver é só avisar que talvez eu faça um update e poste aqui.

---------------------------------------------UPDATE-------------------------------------------------------------

Tá bom, tá bom, vocês venceram! Aqui está o vídeo, assistam com carinho e não reparem nos deslises, lembrem-se que foi minha primeira vez em cima de um palco uma banda =)



Também recebi novas fotos hoje!!!


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bandas que mais marcaram a minha vida - parte 4

Como vcs já devem saber, eu ando dedicando meu tempo com as obras do apê, mudança da Bélgica pra Holanda e burocracia pra conseguir meu visto holandês. Portanto, eu não tenho muitas novidades pra contar e não quero ficar "flodando" esse blog falando somente sobre isso. Por isso hoje eu escolhi falar mais uma vez de uma artista que me influenciou muito quando eu estava formando meu gosto musical lá nos anos 90.

Desde 1995 a MTV se tornou uma importante parte da minha vida (e deixou de ser por volta de 2000 quando eles deixaram de ser a MUSIC Television). Nessa época eu conheci vários artistas que me fizeram mudar meu conceito sobre musica e com a MTV eu pude criar meu próprio gosto musical. Mas isso já foi mais do que dito aqui no blog e eu não quero ficar repetindo tudo que digo. Se quiserem ler mais sobre isso, clique aqui, aqui e/ou aqui.

Enfim, essa pequena introdução sobre meu relacionamento com a MTV na década de 90 é necessário pra falar da artista de hoje. Fiona Apple. Foi lá pro meio de 1996 que eu conheci essa cantora que me fez babar e me apaixonar por ela, sua voz, suas composições, suas letras e sua beleza exótica. Fiona tinha só 16 anos quando gravou seu primeiro álbum Tidal. Um álbum cheio de raiva e melancolia, mas com letras e melodias tão maravilhosas que deixavam qualquer pessoa de queixo caído. O que mais me chamava atenção nela, além de sua musica maravilhosa e sua voz grave e potente, era sua paixão pelo que estava fazendo. Suas performances deixavam qualquer pessoas desorientada com tanta paixão. E eu no inicio da minha adolescência, acabei me tornando fã na primeira vez que eu assisti ao seu primeiro clipe, Shadowboxer:

Logo após do sucesso de Shadowboxer, Fiona mostrou que não era só mais uma adolescente bobinha e apareceu num clipe que deixou público e mídia sem entender direito. Uma beleza exótica seguida pro um corpo extremamente magro, quase anoréxico, num clima de "ressaca depois de festa" que induz que Fiona já não tinha mais nenhum tipo de inocência. A musica era forte e impactante e o clipe não fica pra trás. Criminal é até hoje uma das musicas que mais gosto dela.

Fiona Apple cresceu em Nova Iorque e aos 12 anos, voltando da escola pra casa, foi estuprada pro um grupo de garotos anos mais velhos. Durante a adolescência Fiona sempre foi problemática, tímida e fechada pra novos amigos e novas experiências. Ela passava seus dias trancada no seu quarto tocando piano e escrevendo músicas e segundo ela mesma, sofrendo de um severo distúrbio alimentar  (nunca foi revelo qual). No final de 94 ela enviou algumas demos de algumas musicas pra gravadoras e em 95 ela começou a gravar seu primeiro álbum.

Depois de 2 anos divulgando Tidal e fazendo tournê pelo mundo, Fiona tirou algum tempo de folga pra começar a compor seu segundo álbum. Em 1999 saiu o aclamado When The Pawn...O álbum era um mix de jazz, soul e pop com muita agressividade, raiva, e angústia. Ela manteve as características de seu primeiro álbum, mas é muito nítido seu amadurecimento não só como musicista mas também como pessoa. Musicas como A Mistake e Paper Bag mostram que Fiona não consegue fazer musicas ruins. O single desse álbum é Fast As You Can, um clipe super alternativo mostrando uma Fiona usando roupas casuais, cabelo preso e nenhuma maquiagem.

Novamente Fiona estava em processo de divulgação de um álbum e fazendo tournê mundial com ele. Depois disso ela resolveu dar um tempo na musica e se dedicar a outras coisas na vida. Depois de alguns anos Fiona resolveu gravar seu terceiro álbum mas, infelizmente, a indústria musical passou por várias mudanças desde os anos 90 e Fiona teve problemas com sua gravadora. Eles não queriam aceitar seu álbum porque alegaram que não haviam hits nele. Então, quando Fiona anunciou que não faria um álbum se não pudesse sair exatamente do jeito que ela queria (sem os palpites da gravadora), seus fãs se mobilizaram e criaram o movimento Free Fiona. O movimento consistia em um website, envio de cartas diárias a gravadora, petição assinada pro não sei quantas milhares de pessoas e milhares de maçãs (appels) despejadas na porta da gravadora. Com toda essa mobilização, a gravadora autorizou Fiona a finalizar seu álbum dando-a liberdade de fazer tudo do seu jeito.

Foi assim que em 2005, Fiona lançou o maravilhoso Extraordinary Machine. O álbum mostra Fiona como uma mulher madura, crescida e muito mais segura de si. Fiona se expressa com mais nitidez e menos medo de ser julgada por ser quem é. O primeiro single O'Sailor é talvez uma das melhores musicas de sua carreira e eu, particularmente, acho que é graças a esse álbum que cantoras como Amy Winehouse, Adele, Duffy, etc (todas surgiram depois desse álbum) conseguem seguir nesse estilo musical e ainda ganhar dinheiro e serem famosas.


Apesar de todos os esforços dos fãs e de Fiona, Extraordinary Machine não foi um sucesso de vendas (o que não é de surpreender, pois o mercado pra esse tipo de musica se abriu algum tempo depois) e a gravadora resolveu não investir mais na divulgação do álbum depois do clipe de O'Sailor. Mas isso não foi impedimento pra Fiona e ela decidiu continuar divulgando seu álbum e fazendo clipes com seu próprio dinheiro. Foi assim que surigiu o clipe de It's Not About Love com seu amigo e ator Zach Galifanakis (The Hangover e Due Date). O clipe custou menos de 500 doláres e Fiona mostrou que não é preciso muito dinheiro pra fazer algo legal.  

Desde 2007 (quando acabou a trounê) Fiona está usando seu tempo pra viver sua vida e trabalhar em novas composições. Desde o ano passado estão rolando rumores na internet de que Fiona estaria preparando um novo álbum pra ser lançando no final desse ano. Tomara que seja verdade pois, pros fãs como eu, 6 anos sem nada novo é uma tortura!!

Alguns anos atrás perguntaram pra a ela o porque de suas músicas serem cheias de raiva, tristeza e melancolia e essa foi sua resposta: 
"I only write when I'm angry or sad, so because that's when I just have to write... If I'm having a good time and I'm happy and things are going really well, why would I want to stop what I'm doing to go and write at the piano?" 
"Eu só escrevo quando estou com raiva ou triste, só porque é nessas horas que eu preciso escrever....se eu estou me divertindo e feliz e tudo está indo muito bem, porque eu vou parar o que estou fazendo e sentar no piano e compor?"

Com  essa declaração, eu encerro esse post sobre uma das cantoras que mais mexem comigo até hoje, quase 15 anos depois da primeira vez que a vi na MTV...


Vou deixá-los com uma apresentação ao acústica, pra vcs verem que ela não detona só em estúdio mas é uma das poucas cantoras no mundo que soam melhor ao vivo do que no álbum:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Bandas que mais marcaram a minha vida - parte 3

Oi pessoas, eu sei que já faz um bom tempo que não escrevo aqui, me perdoem por isso. Minha vida tem sido uma eterna espera e por isso eu não tenho feito muitas coisas interessantes e conseqüentemente não tenho muito o que escrever por aqui. Mas lendo o blog da Redd de repente me lembrei da parte desse blog em que eu falo de artistas que admiro muito. Então resolvi aproveitar a deixa do post da Redd e falar um pouco sobre a melhor artista que surgiu na última década, a Joss Stone.

A Joss pra mim é uma das melhores cantoras da atualidade. Quando ela surgiu, entre 2003 e 2004 eu estava largando minha faze "gostika tr00 from hell" e me apaixonei por ela sem o menor medo de ser feliz. Na época ela tinha apenas 15 anos e sua voz me deixava em êxtase! Mas apesar do cd (Soul Sessions) ser super gostoso de ouvir, eu achava meio chato pq é um cd somente com regravações.
Fell In Love With A Boy (White Stripes)

Aí, mais ou menos um ano depois saiu o Mind, Body and Soul e eu pirei na batatinha com ele, principalmente com o fato de que 80% das músicas foram compostas por ela mesma, uma guriazinha de 16 anos. Acho que ele está no top 10 de cds que mais ouvi na vida.
Spoiled (musica escrita pela Joss que me dá arrepios de ouvir)

Então ela resolveu experimentar com o hip hop no Introducing Joss Stone, um álbum que foi 100% composto e co-produzido por ela. Esse álbum tem umas músicas muito boas, mas no todo não me agradou muito, ficou muito super produzido e faltou exatamente a pitada da alma (trocadilho com soul haha) que era a marca que me fez apaixonar pela Joss. Acho que o cd é também o que menos mostra seu poder vocal.
Tell me about it (primeiro single do álbum)

Agora vem a parte do porque ela é uma das poucas artistas que eu admiro não só artisticamente, mas tbm a personalidade. Além de ser a doçura em pessoa, Joss tem uma personalidade inquebrável e não deixa ninguém passar por cima dela e de sua arte. Ela não vê música como uma forma de fazer dinheiro, e sim como uma forma de se expressar e se libertar, o dinheiro pra ela é só uma conseqüência e não um objetivo. E por isso ela teve vários problemas com sua antiga gravadora EMI que, já durante a divulgação do Introducing, começou a sabotá-la por ela não cumprir com algumas exigências da mesma (tais como voltar a ser loira). E por isso o álbum foi super mal divulgado tendo somente dois singles.

Alguns anos depois, Joss que resolveu se livrar de toda a super produção do Introducing e resolveu gravar um cd em casa, somente um computador, mics e amplis, dois amigos pra ajudarem na composição das musicas e sua banda. O cd foi todo gravado em uma semana numa maneira super old fashioned (making off). Com isso a gravadora ficou putaça e Joss teve que começar uma briga infinita pra conseguir lançar o cd. Depois de quase 2 anos Joss conseguiu o que queria, lançar o álbum Coulor Me Free, mas a gravadora disse que não iria investir um centavo na divulgação do cd, então Joss resolveu fazer tudo sozinha e começou um processo longo e caro pra se desligar da EMI. Depois de muita luta, ela pagou uma multa milionária e finalmente se livrou da gravadora que a impedia de voar alto e montou sua própria gravadora, a Stone'd Records.
Incredible (minha favorita do Coulor Me Free)

Joss também já fez alguns trabalhos como atriz, ela atuou no filme Eragon fazendo um pequeno papel como uma vidente. Ela também participou da terceira temporada da série The Tudors no papel de Anne of Cleves. Joss também participou do filme Snappers no papel de uma lésbica, mas sua antiga gravadora não aceitou o papel e por isso o filme nunca foi lançado.

No momento Joss está trabalhando em composições pra um novo álbum, tem trabalhado como cantora convidada com vários artistas e tem contratado novos artistas pra sua gravadora.
Joss Stone foi convidada pra cantar em algumas musicas do novo álbum de Jeff Beck



Além disso tudo, Joss está se preparando pra entrar pro livro dos recordes ao cantar no show mais alto do mundo. Sim, Joss foi convidada pra fazer um show pra ajudar crianças carentes na região do Himalaia. Joss está sempre envolvida em causas para ajudar crianças e animais, recente ela posou pra uma campanha contra o uso de peles de urso.

Enfim, Joss Stone é uma menina-mulher com cara de anjo, jeitinho doce, meigo e carinhoso e personalidade forte e determinada. Joss mostrou que não é preciso milhões de dolares pra se fazer música boa, mostrou que não é preciso ser "sexy symbol" pra vender álbum e mostrou também que se vc tem a oportunidade de fazer o que mais ama do jeito que quer, pra que ouvir pessoas que querem te moldar e te obrigar a fazer algo que não quer? Joss tem somente 24 anos e quase uma década de carreira e mais um futuro brilhante à sua frente. Eu espero sinceramente que as pessoas percebam seu valor como artista e que a deixem voar alto, pois eu quero muitos álbuns dela pra deixar minha alma mais leve.

Free Me (música que ela diz o que pensa sobre sua antiga gravadora)
Ain't I got you on your back foot
If you know I got you really good
'Cuz that's something deep inside of me
I've got to (be)

And if you find it hard to follow me
If I loose you in my jet stream
Then you only gotta raise your eyes
And see me fly

Don't tell me that I won't
I can
Don't tell me that I'm not
I am
Don't tell me that my master plan
aint coming through
Don't tell me that I won't
I will
Don't tell me how you think
how I feel
Don't tell me cuz I know what's real
what I can do

Something that you don't see everyday
A Little girl who'll find a way
Through a world that is designed to
break all of your dreams


If There's someone thing I will say to you
It's that, there's nothing that you can't do
'Cuz it's all about your attitude
Don't let them get to you

Don't tell me that I won't
I can
Don't tell me that I'm not
I am
Don't tell me that
my master plan aint coming through
Don't tell me that I won't
I will
Don't tell me how to think
how to feel
Don't tell me 'cuz I know what's real
What I can do

And when we're
Singing in our own voice
We can make that choice,
to be, to be free

Music, yeah, I luv it
Free me EMI
PS: Tava esquecendo de comentar o fato dela morar numa fazenda numa vilazinha perto da cidade de Denver, Inglaterra. Isso tudo prova que mesmo depois de toda a fama e dinheiro, ela continua sendo uma pessoa super simples e pé no chão e nunca deixou essas futilidades lhe subirem a cabeça. Isso me faz admirá-la de uma maneira que eu nunca imaginei que admiraria um artista....

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bandas que mais marcaram a minha vida - parte 2

Oi pessoas, desculpe pela falta de atualizações. Eu não tenho tido muito tempo e também ando sem muitas novidades, acho que já contei tudo no post anterior. Então mais uma vez eu vou falar do assunto mais importante no mundo pra mim: MÚSICA! Se vc acompanha o meu blog, vc sabe que eu iniciei uma seção onde falo de bandas ou artistas que mais influenciaram minha vida em várias maneiras. O primeiro post sobre isso vc encontra aqui. 

Hoje eu resolvi falar de uma artista latina que mudou minha maneira de encarar as misturas musicais e me mostrou que é sim possível ser uma das pessoas mais famosas do mundo e nunca esquecer suas raízes e o que é realmente importante na vida. Essa cantora é a colombiana Shakira.

Shakira Isabel Mebarak Ripoll nasceu na cidade de Barranquilla na Colômbia e começou a participar de programas de calouros e shows de jovens talentos aos 10 anos. Aos 13 ela gravou seu primeiro cd já com músicas próprias. Com 17 anos ela produziu seu primeiro álbum de sucesso internacional. 

Minha admiração por ela começou em algum lugar entre 1995/96, não me lembro exatamente a data. Eu lembro bem que nessa época eu estava no primeiro grau e a musica "Estoy Aquí" estourou nas rádios de todo o país. Foi a minha primeira experiência com uma musica cantada em espanhol que não era brega ou ridícula. Eu lembro que eu e minhas amigas de colégio ficávamos competindo quem conseguia cantar o refrão na velocidade certa sem errar a letra: 
estoy aqui quierendote,
ahogandome
entre fotos y cuandernos
entre cosas y recuerdos
eue no puedo comprender
estoy enloqueciendome
cambiandome un pie por la
cara mia
esta noche por el dia
y nada le puedo yo hacer
 

Logo em seguida veio o single "Donde Estás Corazón" e com ele mais um refrão dificílimo de cantar e mais uma melodia marcante em contraste com aquele vozerão exótico. Com essa música eu percebi que Shakira não só mais uma cantora, ela era diferente. Ela não tinha medo de arriscar e lançar dois singles que ninguém conseguia cantar o refrão (normalmente acontece ao contrario, o refrão é a parte mais fácil e grudenta da musica). Sem contar que ela tinha somente 18 anos e já escrevia e produzia suas próprias musicas. Eu realmente me apaixonei por ela em pouquíssimo tempo e desde então ela está no Top 10 de artistas preferidos no mundo.

Com o tempo eu percebi que eu estava até aprendendo espanhol de tanto que eu ouvia o cd "Pies Descalzos" que pra mim é uma obra prima. As letras são tão profundas e bem escritas que eu sentia a necessidade de traduzi-las pra entender direitinho do que se tratavam. Foi deste cd que saiu a musica que na minha opinião é a melhor que a Shakira já escreveu na vida:
Pies descalzos, sueños blancos
 

Em 1998 foi lançado o melhor álbum de sua carreira na minha opinião, "Donde Están Los Ladrodes". Nesse cd Shakira soube misturar primorosamente rock com pop e ritmos latinos e árabes. Pra mim é um dos melhores álbuns feitos na década de 90 e um dos álbuns que mais escutei na minha vida.

Foi durante a turnê deste álbum que Shakira aprendeu a falar português fluentemente e conquistou definitivamente o coração do público brasileiro e o meu pra sempre. Com esse álbum Shakira mostrou mais fortemente suas raízes árabes e seus dotes sensuais com a dança do ventre. Mas sem deixar de lado aquele ar doce e sincero e o jeito moleca de ser. Neste vídeo ela já mostra um pouco do que estava pra vir em seu futuro artístico:
Ojos Así

Após dois super bem sucedidos álbuns e um maravilhoso Acústico MTV (que infelizmente não existem mais), era hora de seguir uma progressão natural em sua carreira. Era hora de fazer um álbum em inglês e conquistar não só o mundo latino/hispânico com o público americano e com eles o resto do mundo! E assim foi feito. Em 2001 foi lançado o álbum "Laundry Service" e o super hit single "Whenever Wherever". Eu particularmente acho esse álbum bem fraquinho, mas ainda assim tem todos os elementos 'shakiristicos' lá. E mesmo não sendo seu melhor álbum, ainda tem musicas fenomenais como "Underneath Your Clothes" e "Poem to a Horse". Eu consigo entender o porque deste álbum não ter sido no nível dos outros, Shakira mal falava inglês na época e teve que escrever as músicas com a ajuda de um dicionário. Não mencionando que ela teve que fazer algumas alterações tanto musicais quanto no seu visual pra agradar ao público americano. Sem contar que praticamente da noite pro dia ela deixou de ser uma artista latina pra se tornar uma das cantoras mais famosas do mundo! Isso tudo interferiu no seu jeito de escrever.

Mas no seu álbum seguinte ela recuperou seu jeito e adicionou mais maturidade e sabedoria a suas musicas. Com mais confiança em seu inglês em menos preocupação em fazer algo somente pra agradar ao publico americano, Shakira lançou um álbum duplo chamda Fijacíón Oral vol 1 (em espanhol) e Oral Fixation vol 2 (em inglês) ambos lançados em 2005. Nesses álbuns Shakira retornou as suas raízes rock'n'roll mas desta vez escrevendo com a cabeça de uma mulher madura e não de uma adolescente. Pra mim esses cds estão entre os melhores já feitos por ela. E o volume em inglês é o melhor álbum na língua que ela já fez até o momento. Existem poucas músicas pop dançantes nesses albuns, em espanhol ela gravou a contagiante "La Tortura" com o Alejando Sanz e em inglês ela gravou o single mais vendido da década e do século até o presente momento, "Hips Don't Lie" com Wyclef Jean é uma musica impossível de ficar parado, com um ritimo super contagiante e gostoso.

Em 2009 Shakira lançou o péssimo She Wolf e pela primeira vez um álbum de sua autoria me desagradou por completo. She Wolf é uma tentativa pobre e mal sucedida de brincar com música eletrônica e ritmos pra "tocar na balada". O resultado foi um álbum reto, sem graça, sem conteúdo e que soa igual as Britneys, Christinas, Nellys, Gagas, etc. Enfim, não tem uma única musica que salva! Talvez Gipsy porque tem uma melodia gostosinha, mas mesmo assim não é uma musica boa. Eu como fã a quase quinze anos me sinto no direito de dizer que Shakira errou a mão e fez a primeira mancha negra em sua carreira.

Não me levem a mal, eu ainda acho que ela foi muito corajosa de se arriscar num campo super nada a ver com tudo que ela já fez em sua carreira. Eu também entendo que depois de 20 anos fazendo música profissionalmente, ela deve ter sentido a necessidade de fazer algo diferente, inusitado e sair de sua área de conforto. Não a condeno por ter tentado o que tentou com She Wolf, mas tenho todo direito de não gostar e não querer que ela repita a dose nunca mais!

No inicio de 2010 Shakira foi convidada pra escrever a canção oficial da Copa. O resultado foi a gostosinha "Waka Waka" que conquistou até os odiadores de futebol. Os lucros deste single foram convertidos pra construções de escolas de ensino básico na África do Sul. Até hoje Waka Waka é uma das musica mais tocadas nas rádios da Holanda e Bélgica.

Daqui duas semanas, dia 19/10 está previsto o lançamento do álbum em espanhol Sale El Sol. O primeiro single "Loca" já saiu e não me impressionou muito. Mas pelas previews do resto do álbum, parece que vai ser algo entre o que ela fez nos anos 90 e o que ela fez no Fijación Oral. Eu estou esperançosa de que ela vai limpar a merda que fez no She Wolf.

No dia 01/12 eu irei pela primeira vez na minha vida assistir a um show dela no Ahoy em Rotterdam! Estou super feliz e ansiosa pra ver esse show que espero a tantos anos. Só espero que ela esqueça um pouco das musicas do She Wolf e toque mais coisas antigas, assim eu terei uma noite inesquecível!!

Além de uma super musicista, Shakira também é filantrópica. Aos 19 anos ela iniciou a fundação Pies Descalzos, destinada a construir escolas e dar educação pra crianças carentes. O projeto começou na Colômbia e hoje em dia, em parceria com a Unicef e a One Goal Foundation, se espalhou por vários lugares do mundo.

Apesar dela ser uma das pessoas mais famosas do mundo, Shakira ainda mantém sua simplicidade e seu ar de menina. Ela faz o possível pra deixar sua vida particular longe da mídia e vive de maneira honesta e simples. O sucesso nunca lhe subiu a cabeça e é por essas e várias outras coisas que ela é uma das pessoas que mais admiro no mundo, não só por seu talento mas também por sua personalidade. Shakira é uma verdadeira inspiração pra mim e um grande exemplo a ser seguido.

Pra finalizar um dos covers mais legais que já ouvi na vida e que mostra que Shakira tem várias facetas musicais e a "rock chick" é grande parte de sua personalidade.
Back in Black (AC/DC)
Agora me diz quantas cantoras pop conseguem fazer um cover de metal sem fazer merda?






quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Bandas que mais marcaram a minha vida - parte I

Olá leitores queridos! Primeiramente eu gostaria de me desculpar pela minha ausência, eu não tenho tido muito tempo pra ficar de bobeira na internet. E a previsão é pra menos tempo ainda depois de setembro, então não sei com qual freqüência eu vou poder atualizar esse blog, mas prometo fazer o possível pra mantê-lo atualizado. Outro motivo é a falta de novidades, tirando o fato de que agora finalmente eu tenho uma conta no banco (depois de 2 anos vivendo ilegalmente) e que semana que vem eu vou fazer o teste de nível de língua pra poder me matricular no curso avançado de holandês (que inicia em setembro e por isso não terei muito tempo pra net).

Portanto no post de hoje vou falar de algo muito importante pra mim (talvez a coisa mais importante na minha vida!): MÚSICA!!! Este é o primeiro de uma serie de posts sobre bandas que marcaram minha vida. É uma maneira de mostrar a vocês um pouco das minhas influencias musicais e de trocar opiniões sobre isso, então, sintam-se à vontade pra usar a caixa de comentários. 

Eu vou começar pela banda que mudou a maneira em que eu via o mercado fonográfico e me fez querer me tornar uma musicista profissional. Essa banda se chama Garbage. A banda é formada pela vocalista escocesa Shirley Manson, pelo aclamado produtor musical Butch Vig e pelos músicos Duke Erikson, Steve Marker. A banda faz um som pós-grunge que mistura trip hop, elementos eletrônicos, rock industrial e pop, tornando-se assim uma das melhores e mais fortes bandas de rock alternativo da história!

Vamos começar do inicio então. Eu gosto de rock desde que eu consigo me lembrar, não sei de nenhuma época da minha vida em que eu não ouvia rock (talvez quando eu tinha uns 5/6 anos e escutava coisas como Balão Mágico e Trem da Alegria). Minhas influencias são as mais variadas, meu pai é muito ligado no rock dos anos 60 e 70. Minha mãe gosta de tudo que estava na moda nessa época como Tropicália, MPB, Beatles e Rolling Stones. Minha irmã era mais pro lado dance pop tipo Madonna. Então veio meu cunhado, que está na familia desde que eu entrei na puberdade, não me lembro exatamente o ano em que ele e minha irmã começaram a namorar, acho que foi em 93 ou 94. Eu sei que ele era (e ainda é) o irmão mais velho que eu nunca tive, e ele gostava de metal, hard rock e grunge.  E foi graças a ele que eu conheci varias bandas que até hoje posso dizer que são minhas favoritas. Em 1995 eles se casaram (minha irmã e meu cunhado),  e foi nesse ano que minha mãe colocou TV à cabo em casa. Foi aí que eu descobri um paraíso musica chamado MTV. Nessa época, heavy metal, hard rock e grunge dominavam as paradas. Os VJ's eram carismáticos e tinham um profundo conhecimento musical. Tudo era diferente, tudo era lindo, tudo era bom. Afinal eram os anos 90!

Apesar de eu já ser fã incondicional de rock, eu nunca levei muito a serio a idéia de fazer parte de uma banda, talvez porque 90% delas só tinham homens e as poucas mulheres eram toscas e ridículas que nem a Courtney Love (não é que eu não gostava de Hole na época, mas eu nunca vi a Courtney como um exemplo a ser seguido). Foi então que entre 95 e 97 varias mulheres surgiram fazendo um som que me agradava e formando meu gosto musical que prevalece até hoje. Mulheres como Alanis Morissette, Shakira, Gwen Stefani do No Doubt, etc. Mas apesar de eu gostar muito de todas elas, nenhuma delas se encaixava na minha personalidade, eu não me identificava com nenhuma delas. Foi entao que, em meados de 1996 eu vi a mulher que mudou totalmente o meu conceito de "Rock Chick" e me fez virar uma: Shirley Manson e sua banda Garbage.
 
Only Happy When It Rains foi o primeiro clipe deles que eu vi e foi amor imediato, depois disso tudo mudou pra mim. Eu fiquei em estado de choque, aquela voz, a letra, a musica como um todo. Sem contar a beleza estonteante da vocalista. Quem era aquela mulher? Qual era a historia dela? Infelizmente, naquela época não existia Google nem Wikipedia, então pra obter essas informações eu tinha que comprar revistas e assistir aos especiais da MTV. Eu não me lembro bem pois tinha só 12 quase 13 anos, só sei que em alguns meses eu estava com o cabelo vermelho, tinha comprado uma bota de cano alto, comecei a usar muita mini-saia e meia-calça de rede. E esse foi meu principal visual pelos próximos 10 anos que se seguiram, no mínimo (tirando a cor do cabelo, vermelho dava muito trabalho então eu comecei a pintar de preto). Mesmo quando, alguns anos mais tarde, eu me tornei tr00 gótica from hell eu ainda me vestia assim.

Clip após clip eu me apaixonava ainda mais pela banda e pelo estilo de Shirley. Até que finalmente eu adquiri o álbum, não sei se comprei ou se ganhei, só sei que eu o ouvia 7 dias por semana e varias vezes por dia. Muitas vezes cantando em frente ao espelho imitando a ruiva mais linda do mundo haha. O segundo álbum intitulado 2.0 veio em 1998, foi inovador, diferente e muito experimental, mas sem perder a essência da banda. Com esse álbum eles firmaram definitivamente seu nome na cena musical. 

Infelizmente em 2000 eu mudei de colégio pra iniciar o segundo grau e acabei entrando na única fase da minha vida que me dá vergonha, eu me tornei gótica, arrrrrrrrgh!! Nessa fase eu deixei de ouvir tudo que não envolvia metal. Somente heavy, black, thrash, gothic, melodic e outros tipos de metal eram permitidos (retardadisse). Meu gosto musical que sempre foi super variado e apurado, se tornou limitado e imbecil. Essa fase da minha vida durou o segundo grau inteiro e começou a ir embora bem devagarzinho depois que eu fiz 20 anos. E posso dizer que acabou oficialmente aos 22. E foi nessa época, entre os 20 e os 22 que eu voltei a ouvir tudo que eu gostava antes de virar gótica e que tinha renegado por tanto tempo. Sem contar que algumas bandas da fase gótica ainda me acompanham até hoje, haha. Por tanto eu acabei perdendo o Garbage de vista e não acompanhando a evolução da banda depois do segundo álbum.

Durante esse período o Garbage lançou o seu terceiro disco em 2001, o Beautiful Garbage (que eu só escutei inteiro pela primeira vez em 2006). Este na minha opinião é o pior álbum da banda, não que ele seja ruim, mas em comparação com os outros que pra mim são obras primas, ele é o mais fraquinho. Em 2005 saiu o álbum Bleed Like Me (que eu tbm só conheci em 2006) que é talvez o álbum mais rock e direto da banda, não tem tanto experimentalismo e nem tantas influencias eletrônicas. Na minha opinião é o melhor álbum de rock alternativo já feito na história! 

No final de 2005 a banda anunciou que entraria numa pausa indefinida causada por exaustão da banda e também por motivos pessoais como a morte da mãe de Shirley, o que a fez reconsiderar o fato de ser uma cantora de banda. Em 2006 sai a coletânea Absolute Garbage e a banda grava seu ultimo clip por tempo inderteminado: Tell Me Where It Hurts (nesse clip Shirley já passou dos 40 anos e continua sendo a ruiva mais linda do mundo!!)

Em 2008 Shirley anunciou que entraria pra serie Terminator: The Sarah Connor Chronicles como personagem regular. Essa foi a primeira vez que ela se aventurou como atriz e foi muito aclamada pelo publico e pela critica. Shirley que depois da morte de sua mãe resolveu parar de cantar, mudou de idéia após ter sido convidada pra cantar no funeral do filho de um casal de amigos. Ela disse que tinha se esquecido do quanto a música é importante em todos os momentos da vida de uma pessoa e o quanto ela pode fazer a diferença pra alguém sendo uma cantora.

No final de 2009 começaram os rumores de que a banda retomaria as atividades. Rumores esses que se confirmaram pela declaração de Shirley no Facebook de ter passado o final de semana no estúdio com os outros membros da banda. Mas até hoje nenhuma confirmação oficial sobre a volta da banda, talvez ainda demore mais um tempo pois rumores dizem que Butch Vig vai produzir o próximo álbum do Foo Fighters. Até algo mais oficial sair, eu fico aqui na ansiedade esperando um novo álbum, uma nova turnê e novos vídeos. Enquanto isso eu fico ouvindo os álbuns antigos, vendo os vídeos antigos e assistindo às turnês antigas. O meu show preferido é o do Glastonbury em 2005, não me canso de ver os vídeos desse show. E pra finalizar o meu preferido: Push It!


Pra mais vídeos, é só acessar esse canal do Youtube. Beijos à todos e até a próxima!