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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Rhodos, Rhodes, Rodes....costa oeste

Chegamos ao hotel às 23:45 de uma terça-feira. Estávamos mortos e resolvemos ir dormir pra começar logo cedo no dia seguinte. No dia seguinte não tínhamos carro ainda, então resolvemos só andar pela cidade durante a manhã e de tarde fomos à praia relaxar. No segundo dia pegamos o carro e fizemos um roteiro pela costa oeste da ilha. Primeira parada foi o Vale das Borboletas, pois queríamos chegar lá antes do sol esquentar demais e os ônibus cheios de turistas tornassem o passeio impossível. 

Acho que posso dizer que o Vale das Borboletas foi um dos lugares mais mágicos que já fui na vida. São milhares de borboletas! Uma pena que eu só tinha a câmera do celular pra tirar fotos, pois nenhuma foto que tirei consegue reproduzir a beleza do lugar. São 2 quilômetros subindo o vale, a parte mais funda do vale é aonde tem a maior concentração de borboletas. Mas as borboletas estão presentes em massa durante toda extensão da trilha. Eu fiquei encantada, não, acho que a melhor palavra pra descrever é hipnotizada. Tentei fazer um vídeo pra ver se conseguia capturar a magia do lugar, mas acho que não funcionou. 






Do vale dirigimos pras ruínas da cidade de Kamiros. Kamiros era uma das três cidades mais importantes da ilha durante a Idade Antiga. A cidade foi construída em cima de uma montanha e no pico tem um templo. É impressionantemente como está bem conservada e ainda possui vários detalhes de como as pessoas viviam naquela época. Sem contar que a vista do topo da montanha é de tirar o folego!




De lá dirigimos pras ruínas do castelo de Kritinia, que era um castelo medieval construído pra guardar a costa de invasores. Na verdade não sobrou muito do castelo, só mesmo algumas paredes em ruína, só que mais uma vez a vista valeu à pena! Achei bem curioso o fato de que algumas pessoas decidiram fazer pilhas de pedras que tomaram conta das redondezas do castelo.




Pedrinhas empilhadas por toda parte...
Depois foi a vez de ver as ruínas do castelo de Monolithos, que existia pelos mesmos motivos que o castelo de Kritinia. Só que Monolithos tem ainda menos sobrando e as fotos ficaram meio meh, sem contar que não tinha pedrinhas empilhadas em lugar nenhum. Da estrada só dá pra ver uns pedaços de parede em cima de um morro, e quando subimos no morro a vista é bem limitada por causa da posição das paredes. Por isso ficamos pouco tempo lá e decidimos dirigir mais em direção ao sul da ilha. Passamos pela vila de Apolakia, mas não tinha nada interessante pra ver lá. Dirigimos mais e percebemos que a estrada dá uma volta ao redor a ilha e que já estávamos no caminho pra costa leste. Por isso resolvemos voltar e como já estava anoitecendo, paramos no ponto da estrada que dá pra ver o morro onde fica o castelo de Monolithos pra ver o sol se por.


De lá dirigimos de volta pro hotel. No dia seguinte visitamos a ultima parte da costa oeste que não tínhamos feito no dia anterior porque queríamos chegar cedo no Vale das Borboletas. Essa parte foi as ruínas da cidade Ialyssos, que era uma das três principais cidades da ilha durante a Idade Antiga. Das ruínas antigas não sobrou quase nada, pois durante a Idade Média foi construído um monastério no local e antes disso os Bizantinos usaram o local como fortaleza. Então o local hoje em dia é uma mistura de ruínas de eras diferentes, é bem interessante mas não há muito a ser visto. O mais legal é a quantidade de pavões que resolveram morar lá...


Ruínas da fortaleza Bizantina
Ruínas do templo de Afrodite ao lado do monastério medieval
Monastério medieval
Vista de cima da montanha
Depois de Ialysso a gente pegou uma estradinha que liga a costa oeste com a leste e fomos passear pelo outro lado da ilha. Mas isso é história pro próximo post...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Rhodos, Rhodes, Rodes.....

Então vamos falar de coisa boa, né? Vamos falar da Tekpix de viagem pra Grécia porque ainda to pra conhecer lugar mais versátil do que aquele país lymdio di chessuiz. Esse ano não fomos pra Oropos novamente - se você segue esse blog já sabe que fui duas vezes pra lá, uma vez só com o maridon e outra vez com um casal de amigos. A primeira vez está registrada aqui em uma série de post, procure no ano de 2011 que você encontra. A segunda vez eu fiquei esperando as fotos que minha amiga tirou porque minha câmera quebrou no inicio da viagem e acabou passando muito tempo. Como eu já tinha escrito sobre a maioria dos lugares que visitamos, acabei não achando necessário fazer outra série de posts sobre a viagem - porque o orçamento era curto e queríamos ver outra parte do país. Pesquisamos qual ilha era compatível com o que poderíamos pagar e acabamos escolhendo a ilha de Rodes (ou Rhodos ou Rhodes), que fica bem ao sul do país, praticamente agarrada na Turquia. Não poderíamos ter escolhido lugar melhor pra ir!
Olha ela azulzinha ali embaixo no canto direito

Rodes foi uma ilha extremamente importante durante as cruzadas (mais ou menos de 1300 à 1500). Todas as nações europeias que fizeram parte das cruzadas tinham uma espécie de hotel pra seus cavaleiros (knights) na cidade medieval de Rhodos (Old Town). Eles paravam lá pra descansar e adquirir suplementos pra seguir viagem até o Oriente Médio. Essa cidade medieval é protegida pela Unesco e é extremamente bem conservada. Ela tem o palácio do Grand Crusade Master, a rua dos cavaleiros (onde ficavam os hotéis de cada nação), uma igreja, uma sinagoga e uma mesquita, uma biblioteca, o centro comercial (que hoje em dia tem várias lojas, bares e restaurantes, mas antigamente era constituída de muitas barracas com gente vendendo comida, tecidos, etc.), o museu arqueológico (que costumava ser um hospital) e várias ruazinhas residenciais (ainda tem pessoas morando lá). A cidade é cercada por muralhas com só 3 portões pra entrar lá, um dando acesso ao mar e dois pra quem chegava por terra. 
Mapa da Old Town

Fora das muralhas a cidade continuou se expandindo no que hoje em dia é chamada de parte moderna (Modern Town). A parte moderna se constitui de comérico e muuuuuuitos hoteis. Nunca vi tantos hotéis por metro quadrado na minha vida! Isso na verdade é meio chato porque tira a identidade e originalidade da cidade. Tem muito mais turista do que gregos (inclusive turistas gregos) e acaba que você mal se sente na Grécia ao andar pelas ruas. Mas mesmo assim a cidade tem praias gostosas e um porto lindo.
Mapa da cidade de Rhodos, com a parte medieval em amarelo e o a parte moderna ao redor

Além da cidade de Rhodos, a ilha tem vários outros lugares interessantes pra visitar. Tem vilazinhas bem mais autenticas e com bastante identidade grega, ruínas de templos antigos, castelos e fortes, praias maravilhosas, rios (que secam completamente durante o verão), montanhas e o Vale das Borboletas. Nós passamos 7 dias em total e alugamos um carro por 4 dias pra poder visitar a ilha toda. Vimos todas as atrações turísticas e também coisas inusitadas que a maioria dos turistas não se interessam em ver. Ao todo a viagem foi dividida em 3 partes, a costa leste, a costa oeste e a cidade de Rhodos. E é assim que vou dividir meus posts sobre a ilha. 
A ilha inteira, visitamos praticamente todas essas cidades 
Vou tentar escrever o próximo post até o final de semana, será sobre a costa leste da ilha. Prometo várias fotos lindas :-)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Criando raízes e lidando com estresse

Não creio que cheguei a contar como sobrevivi meu segundo ano da faculdade. Foi tão estressante que eu pensei em desisti inúmeras vezes, eu tinha crises de choro, passava várias noites em claro pensando em como ia dar conta da quantidade de coisa que tinha pra terminar, desenvolvi um distúrbio alimentar que me fez engordar oito quilos em quarto meses. Passei raiva com professores que estão pouco se fudendo se você precisa de uma ajuda, mesmo que seja só uma indicação sobre qual direção tomar em determinado projeto. Também passei muita raiva com alguns colegas de sala com quem fui obrigada a fazer trabalho em grupo e que me faziam sentir um lixo super inútil. 

Foi um ano traumático e eu estou extremamente feliz que acabou e que agora eu posso fazer seis meses de estágio sem precisar lidar com estresse de faculdade. Eu ainda sou obrigada a seguir uma aula a cada duas semanas e eu escolhi mais dois cursos facultativos durante esse período de estágio. Um desses cursos (video editing) é algo que meus patrões acham super legal eu fazer e eu posso anotar as horas do curso como se fossem horas trabalhadas. Mas o importante é que esses cursos facultativos eu to fazendo simplesmente por interesse próprio e não porque preciso de nota, então se eu perceber que estou ficando sobrecarregada eu posso deixar de fazer um trabalho ou faltar uma aula sem o menor estresse. 

Depois de dois meses de férias me recuperando do trauma e estresse que foi o segundo ano, eu comecei meu estágio. Quando eu comecei a pensar no que eu queria pro meu estágio (lá pra outubro do ano passado), eu decidi que queria ir pra Espanha. Seriam seis meses morando lá, aprimorando meu espanhol, lidando com outra cultura, etc. Eu já estava até começando a olhar o que eu era necessário pra fazer estágio lá, mas daí um casal de amigos meu deram meu contato pra um casal de amigos deles que têm uma agencia de comunicação. Eles me enviaram email dizendo que estavam interessados no meu perfil e perguntaram se a gente poderia se conhecer. Fui tomar um café com eles e conversa vai, conversa vem, a gente percebeu que PRECISÁVAMOS trabalhar juntos. 

A agencia é super pequena, tem a dona e o namorado dela que é meio que dono também e uma outra menina que trabalha pra eles. Então somos só nós quatro no escritório, mais a cachorrinha linda e fofa deles que passa o dia todo aqui com a gente. Eles são super flexíveis quanto à horários de trabalho e tarefas que preciso cumprir, não há estresse e nem hierarquia. E como eu disse, até o curso que estou fazendo vai contar como horas trabalhadas. Um bom exemplo foi no meu terceiro dia, tava fazendo calor (provavelmente um dos últimos dias de calor do ano) e o "patrão" (eles odeiam que eu me refira a eles como patões) disse pra gente mandar o trabalho se fuder e ir tomar uma cerveja no barzinho da esquina. Então, às 15h a gente fechou o escritório e fomos, com eles pagando ainda por cima....se continuar assim eu acho que nunca mais vou conseguir trabalhar em nenhum outro lugar, vou ficar mimada hahahaha. 

Alguns dos meus colegas de sala foram fazer estágio em outros países, uma delas está escrevendo um blog e quando eu li me bateu um questionamento. Porque será que eu desisti de ir pra Espanha tão facilmente, depois de uma unica entrevista bem sucedida aqui na Holanda? Eu nunca tinha parado pra pensar nisso antes, mas eu acho que encontrei a resposta. Não pode ter sido por medo, né? Afinal, estamos falando de uma pessoa que largou tudo que conhecia e que lhe era familiar pra trás, sem nem mesmo a segurança de um visto, pra vir tentar a vida por aqui sem pensar duas vezes. Então uns míseros meses na Espanha não assustariam essa pessoa, certo? A diferença é que aquela Liss do incio de 2008 não tinha nada à perder, nunca teve a sensação de um lar de verdade e a maioria das pessoas que ama ou já tinham deixado o planeta Terra ou moravam em outras cidades, estados, países. Aquela menina não deixou nada pra trás que a prendia lá. A Liss de 2014 tem muito mais a perder, ela tem um lar, um apartamento lindo onde moram seu marido e seus dois gatinhos super carinhosos e companheiros (tanto os gatos quanto o marido). Essa Liss morreria de saudades de casa todos os dias, sem a menor sombra de dúvidas. A Liss que vos fala criou raízes e agora fica muito mais difícil de simplesmente largar tudo pra trás, mesmo que seja só por seis meses. 

Eu ainda pretendo estudar na Espanha durante o quarto ano da faculdade, mas aí vai ser por oito semanas ao invés de seis meses. Mesmo assim, só a ideia de passar oito semanas longe de casa já dói o coração. Mas não adianta sofrer por antecipação, eu ainda tenho o terceiro ano inteiro pra cursar antes de ter que decidir se vou ou não pra lá. A notícia boa é que o primeiro semestre do terceiro ano será fazendo estágio nesse escritório com essa vista linda e esse povo legal e essa cachorrinha fofurinha. Sem estresse de faculdade ou ter que aturar colegas de sala insuportáveis. Estou feliz onde estou e quando o expediente acaba eu vou pra casa ficar com meu marido lindo e meus gatinhos perfeitos....e assim a vida segue bem mais leve do que estava três meses atrás :-D

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Voltei! Será? Veremos....

Ei sei, nos últimos meses eu praticamente parei de escrever. Não sei o que aconteceu, acho que perdi o tesão por um tempo. Talvez por falta de comentários e interação com os leitores do blog. Talvez o estresse e correria do segundo ano da faculdade drenou toda minha energia pra fazer as coisas que me dão prazer. Não sei bem, só sei que passei um tempo sem um pingo de vontade de vir aqui compartilhar seja lá o que fosse. Mas sei lá, acho que a vontade reapareceu. Se ela vai permanecer eu ainda não sei, mas hoje ela veio com força.

Nesses meses que eu fiquei ausente eu terminei o segundo ano da faculdade sem nenhuma pendencia, fiz mais um showzinho com a minha banda, fez aniversário de um ano que adotei meus gatos e tive dois meses de férias nos quais só ligava o computador pra assistir séries, pois estava saturada de internet. Nessas férias eu passei novamente 5 dias na Bélgica, dessa vez na parte costeira. Também passei uma semana na ilha de Rodes, no sul da Grécia. Pretendo fazer uma série de posts contando sobre essa ilha, pois foi um dos passeios mais interessantes que já fiz na vida. Também recebi uma amiga muito querida na minha casa por alguns dias. Talvez ainda escreva sobre isso também, ainda não decidi, tenho medo do post sair todo babando no quanto eu adorei receber ela hahahaha.

Nesse momento estou no meu segundo dia de estágio. Por enquanto estou adorando! Também vou contar mais sobre isso num futuro próximo. Além do estágio eu também vou fazer dois cursos facultativos e um obrigatório na faculdade, todos começando essa semana. Fora que vou continuar com as aulas de banda e de canto. Ainda tem a academia que resolvi que vai ser parte da minha rotina semanal e não só algo que faço esporadicamente. A razão pra isso vai ser detalhada em outro post em um futuro próximo.

Então por enquanto é isso, vim aqui pra avisar que o blog vai voltar à atividade. Já tenho umas ideias pros próximos posts, só preciso colocá-las em ordem e escrever. Me aguarde que em breve volto, provavelmente antes do final dessa semana.

domingo, 18 de maio de 2014

Passeio pela Bélgica

Demorou mas chegou! Vou contar sobre o passeio que demos pelo sul da Bélgica no final de abril. Tive uma semana de folga e fui com o marido, a sogra e o sobrinho passar cinco dias lindos lá. Levamos nossos bebezinhos lindos e a gatinha da sogra também. Alugamos uma casa num site específico pra alugar casas no sul do país, a casa era tão grande que foi até uma pena não ter passado mais tempo lá. Tinha até sauna! Os gatos que se esbaldaram, tinham espaço pra correr e brincar, foi uma delícia. 
Os três preparados pra mais uma aventura
Viajar com eles foi tranquilo, foram mais de três horas dentro do carro, na primeira meia hora eles miaram como se não houvesse amanhã, daí foram acostumando e dormiram o resto do tempo. O primeiro dia na casa também foi meio estressante pra eles, tantos cheiros e barulho que eles não estão acostumados. Mas no segundo dia eles já estavam agindo como se a casa fosse deles. Na volta foi a mesma coisa, miaram por alguns minutos e depois dormiram. Quando chegamos em casa eles imediatamente agiram como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivessem saído de casa.
Pra quem tinha alguma duvida de que Loena e Midas são irmãos
País diferente, casa diferente, cama diferente, mas os hábitos são sempre os mesmos
Vista da casa que ficamos
Quem acompanha esse blog há alguns anos deve se lembrar que em 2010 eu fiz uma série de posts sobre as férias que passei viajando pela Bélgica. Quem tiver interesse é só procurar no mês de setembro a série de 3 posts chamada "Férias - Bélgica de Norte à Sul em 2 semanas". Lá eu contei com maiores detalhes sobre todas as cidades que visitamos. Dessa vez só visitamos cidades na região de La Roche en Ardennes, onde ficamos hospedados. Vamos por dias:

Segunda:
Chegamos na casa por volta das 16h já e achamos melhor não deixar os gatos sozinhos logo de cara. Então fomos fazer janta, experimentar a sauna e relaxar. Enquanto isso os gatos passaram a noite inteirinha zanzando pela casa, não dormiram um segundo sequer. Acho que foi emoção demais pra um dia só. 

Terça:
Nesse dia fizemos um passeio que seria legal pro sobrinho que tem 10 anos. Então fomos visitar a gruta de Han. O marido e eu já fomos nessa gruta em 2010, na verdade a gente queria ir em outra, a gruta de Hotton, já que o sul da Bélgica tem várias grutas. Mas a gruta da Han também tem um safari com animais selvagens da Europa, por isso achamos que seria mais legal pro sobrinho poder fazer os dois passeios. A gente também não tinha visitado o safari na vez que fomos à gruta. Passamos o dia todo andando dentro da gruta e vendo animais lindos no safari, eu vi ursos marrons pela primeira vez na vida!!! Fiquei toda babando...

Quarta:
Esse dia acordamos cedo e fomos à cidade de Bouillon, onde também já tínhamos visitado na primeira vez que passeamos pela Bélgica. Mas a fortaleza é tão linda e a vista é tão maravilhosa que valeu a pena ir novamente. Fora que o sobrinho adorou ver o show de aves de rapina que acontece diariamente lá. 
Vista do topo da fortaleza de Bouillon
 

De lá nos dirigimos ao Euro Space Center na cidade de Redu. No guia turístico que temos da Bélgica tem fotos lidas do local e eles falam que é um lugar super legal pra crianças que têm interesse em coisas relacionadas à exploração espacial. Mas a verdade é que o local é um cocozão gigante. A gente paga pra entrar, eles dizem que você vai poder fazer uma simulação de como é andar na lua, depois faz uma tour sobre a históra da ESA - European Space Agency - e por ultimo pode ver modelos, miniaturas e até partes reais de satélites e foguetes que estiveram no espaço. Soa maravilhoso né? Puro engano! O tal do moonwalk é uma cadeirinha presa à um elástico que faz a gente ficar pulando, coisa de parquinho de cidade do interior. O tour sobre a história da ESA são vários videos com uns carinhas falando sobre as coisas que a ESA desenvolve, mas não vemos nada além desses filmes. E os modelos, miniaturas e partes reais devem estar lá desde os anos 80. Tudo velho, outdated e sem inspiração. As crianças estavam entediadas e os adultos estavam putos de ter gastado dinheiro com aquilo. Eu não recomendo pra ninguém! Aqui na Holanda também tem um Space Center que é mil vezes mais legal que esse belga.

A coisa que eles chamam de simulação da lua
De tarde fomos à cidade de Dinant, que já tínhamos visitado nas outras férias. Só que da ultima vez a gente chegou muito cedo e não deu pra subir na citadela, então só fizemos umas fotos e fomos embora. Dessa vez subimos lá, passeamos, vimos uma exposição sobre os 100 anos da Primeira Guerra Mundial e jantamos por lá mesmo. 
Do topo da citadela
Quinta:
Na quinta foi aniversário do marido, ele fez 30 aninhos!!! Ele não queria ter um dia tão cheio quanto tivemos na quarta, então resolvemos passar a manhã passeando por La Roche, visitamos as ruínas do castelo, passeamos de trenzinho turístico, fizemos umas compras. La Roche foi completamente destruída durante a Segunda Guerra e é fascinante ver como tudo foi reconstruído exatamente do jeito que era antes. Na nossa primeira viagem pela Bélgica passamos rapidamente pelo centro da cidade, mas nem descemos do carro. Na época eu também não sabia da importância da cidade durante a guerra. Depois de ver o centro todo almoçamos e fomos ao Museu da Guerra em Bastogne, que contei com detalhes no post anterior. 

Vista do topo das ruinas do castelo de La Roche
Na sexta de manhã voltamos pra casa achando que os gatos iam ficar traumatizados, mas eles agiram como se nada tivesse acontecido. Chegaram em casa, usaram a caixinha de areia, comeram e beberam água e depois dormiram praticamente o final de semana todo. Inclusive dormiram dentro do transportador deles, como se nem tivessem ficado presos ali por vários horas dentro do carro. Foi tudo muito lindo e eu continuo tendo um cantinho especial pra Bélgica dentro do meu coração...
Chegamos em casa e eles passaram o resto do dia dormindo aí dentro

terça-feira, 6 de maio de 2014

Consequências da guerra

O post de hoje é meio sério, vou falar sobre a Segunda Guerra Mundial. Não vou falar em termos históricos pois isso vocês ou já sabem ou podem ir pesquisar em meios bem mais confiáveis que eu. Vou falar de uma experiência que tive semana passada e como isso mexeu comigo. Então, se você for sensível ao assunto ou não tem interesse nisso, talvez esse post não seja ideal. 

Como eu contei no ultimo post, semana passada fui passar uns dias no sul da Bélgica. Levamos os gatinhos e tudo mais. Foi muito legal e muito lindo, o próximo post será sobre isso. Fizemos muitas coisas lá e a maioria envolvia história de alguma forma. Visitamos uma gruta (que eu considero história do planeta Terra), passeamos por castelos e fortes (que são a história de alguns séculos atrás da humanidade) e visitamos o Museu da Guerra (War Museum) na cidade de Bastogne (ou Bastenaken pros que falam holandês). Esse foi de longe o passeio que mais me deixou impressionada. Nesses 6 anos morando na Holanda eu já fui à vários museus, tanto aqui quanto em outros países. Inclusive já fui à museus baseados em guerras. Já até escrevi o museu de Ieper (também na Bélgica) que é sobre a Primeira Guerra Mundial. A experiência de Ieper foi super intensa, mas nada se compara à experiencia que tive em Bastogne.
Eu sempre fui muito sensível à questões sobre a Segunda Guerra, tanto que não consigo assistir filmes sobre o assunto, até hoje não assisti "A Lista de Schindler" pra se ter uma ideia. Toda guerra é uma merda e é sempre horrível de se ver. Mas a Segunda Guerra foi mais monstruosa do que qualquer outra. Não só pela destruição e mortes que causou, mas pelo fato de ter sido uma guerra com um alvo humano. Não era só por causa de territórios e poder, era pra dizimar qualquer pessoa que não se encontrava dentro dos padrões impostos pelos Nazistas. Tipo, quando eu vejo documentários só sobre a destruição da guerra eu não fico tão sensibilizada, mas quando eu vejo o quanto que essa guerra afetou a vida das pessoas, eu fico derrotada.

E é bem nesse aspecto que o museu de Bastogne toca, no lado humano da guerra, nas dificuldades e problemas que as pessoas passaram, mesmo as não judias. O museu conta a história de 4 pessoas: uma professora de Bastogne, um menino de 13 anos também de Bastogne, um soldado americano e um soldado alemão. A gente recebe um fone de ouvido e durante o passeio inteiro ouvimos histórias de acordo com o ponto de vista de cada um deles. O sul da Bélgica ainda estava se recuperando dos estragos feitos durante a Primeria Guerra e poucos anos depois virou alvo dos nazistas e mais uma vez foi tudo bombardeado e destruído. Por isso a cidade de Bastogne é tão importante nessa parte da história da humanidade. O museu é direcionado somente à Segunda Guerra, eles começam contando a situação que a Europa e o mundo foi deixado depois da Primeira Guerra, lembrando que tudo é contado do ponto de vista dos personagens e também por documentos, fotos e vídeos. Com o passar do passeio a história vai se direcionando pra o que aconteceu na Bélgica e mais precisamente na região de Bastogne. Tem salas que mostram vídeos em forma de cinema ou de peça de teatro. Chega um ponto em que os 4 personagens se encontram e passam 15 dias em um porão de uma loja pra se esconder dos bombardeamentos. E depois eles contam como as pessoas lidaram com a destruição pobreza deixada pelo final da guerra. No final descobrimos que esses personagens são reais e um deles ainda está vivo. 

Eu confesso que chorei algumas vezes, principalmente quando eles mostraram como as pessoas lidaram com o final da guerra, porque normalmente a gente só vê como os governos lidaram mas nunca como as pessoas lidaram. Os documentários só falam sobre a guerra de uma maneira física (o estrago que causou ao patrimônio publico) e sobre a experiência dos judeus (o que é sempre extremamente triste pra mim, mesmo eu não sendo judia). Mas eu nunca vi documentários sobre as experiências dos cidadãos não judeus. É tudo muito triste, pessoas que passaram mais de um mês sem comer, sem ver a luz do dia, fazendo suas necessidades fisiológicas nas próprias roupas, tudo pra se proteger de bombardeamento em suas cidades. Essas pessoas que tinham horário pra ir pra casa e muitos foram forçados à trabalhar nas megas construções dos nazistas. 

Foi tudo muito horrível e nenhum ser humano deveria jamais passar por uma experiencia dessas. Acho que é o maior medo que tenho na vida, passar por uma guerra. Agora ta a Russia lá fazendo merda com a Ucrânia e isso me assusta extremamente. Eu juro que se essa coisa deixar de ser farofa soviética e passar a ser uma coisa européia, eu junto minhas coisas, meus gatos e meu marido e volto pro Brasil sem pensar duas vezes. Eu acho que guerra é o pior terror no mundo, mas precisamos manter a lembrança viva pra evitar que uma atrocidade tão grande quanto a Segunda Guerra aconteça novamente. 

Desculpe se o post foi muito sombrio, mas nem tudo é lindo nesse mundo. O lado bom é que todo ano no dia 5 de maio acontecem várias festas na Holanda pra celebrar a liberdade e todo mundo se sente feliz novamente. Se algum dia você for passear pela Bélgica, eu recomendo ir à qualquer museu de guerra porque esse povo sabe muito como fazer um. Alguém já foi à um? Alguém mais se sente tão miserável vendo o quanto guerras afetam a vida das pessoas? Me conte alguma experiencia que te fez chorar ou que, ao contrário, te fez sentir mais esperança pela humanidade. E não se preocupe porque semana que vem eu volto com a parte legal das férias :D 

terça-feira, 22 de abril de 2014

To de folga e cheia de novidades!

Depois de meses com a faculdade sugando meu sangue, aqui estou eu de novo! Dessa vez acho que vim pra ficar. Meus horários no próximo trimestre vão ser um pouco mais tranquilos e eu devo voltar a ter tempo pra respirar. Mal da pra acreditar que daqui duas semanas eu começo o ultimo trimestre do segundo ano da faculdade. Em setembro começo o terceiro ano e já vou de cara fazer estágio, isso é meio assustador e empolgante ao mesmo tempo. Eu nunca me senti tão estressada na minha vida, faculdade está realmente acabando com todas minhas reservas de energia, principalmente nesse trimestre que acabou, eu tive sete matérias pesadíssimas e mais uma recuperação da unica matéria que não passei ano passado. Não tive tempo pra fazer nada que não fosse relacionado com faculdade. Mas agora acabou, eu passei na minha recuperação e estou oficialmente formanda no primeiro ano e terei duas semanas de folga antes de começar o ultimo pedacinho do segundo ano. 

Então, como o título diz, eu estou cheia de novidades pra contar! Uma delas é que três semanas atrás eu fiz um novo show com a minha banda da escola de musica (se você não tem ideia do que estou falando é só clicar aqui). Dessa vez eu estava menos preparada, não tive tempo pra estudar as musicas em casa e só treinava durante os ensaios. O show caiu bem na semana que tive um tanto de provas e trabalhos pra entregar. Também foi em um lugar diferente onde eu nunca tinha cantado antes, com um som totalmente diferente ao que estou acostumada. Tudo isso influenciou pra que a performance não fosse lá grandes coisas, mas mesmo assim eu me diverti e achei legal ter feito um novo show. Em julho vai ter mais um e aí o ano letivo acaba, ainda estou decidindo se voltarei pro ano que vem. 

Outra novidade é que virei holandesa!!! Isso mesmo, depois de tanto lutar pra conseguir um mísero visto pra poder ficar ao lado do meu amor, agora eu sou naturalizada e tenho todos os direitos e deveres de alguém que nasceu aqui. Teve até cerimonia na prefeitura e tudo mais. Amanhã recebo meu passaporte e hoje recebi meu titulo de eleitor. Ter a nacionalidade holandesa não muda nada na pratica, a unica diferença é que agora eu posso votar e se algum dia eu precisar eu terei direito ao seguro desemprego. Mas muito além disso, significa que enquanto eu morar dentro da Europa, eu nunca mais vou precisar lidar com imigração na vida! Essa é a parte mais importante pra mim, pois lidar com a imigração holandesa nesses últimos anos foi uma dais coisas mais traumatizantes da minha vida e eu estou imensamente feliz de nunca mais precisar passar por isso. Sem contar que agora não há nada mais que possa me separar do meu amor, não há nada que eu possa fazer que vai dar o direito deles me deportarem de volta pro Brasil. Eu pertenço à Holanda até o dia que eu morrer!



Outra coisa que queria compartilhar é que meus filhotes já vão fazer um ano!!! Lembra quando adotei eles? Então, eles já não são tão miudinhos. No dia primeiro de maio o Mojito faz um aninho e no dia 23 de maio é a vez do Midas (e da irmãzinha dele, a Loena). Nem acredito que aqueles filhotinhos tão pititinhos já são adultos. Na verdade Midas ainda é bem pititinho, ele não pesa nem três quilos (é normal, a Loena também é miudinha igual). Enquanto isso o Mojito já pesa seis quilos!!! No últimos oito meses eles mudaram minha vida completamente, eu já nem consigo lembrar como era viver sem eles. Eles são extremamente carinhosos, dengosos, brincalhões, dóceis e ativos. Eles não desgrudam nunca do outro, dormem juntos, brincam juntos, comem juntos, fazem tudo juntos. Eles se dão bem com todo mundo que vem aqui em casa e nunca nem tentaram fugir nem nada. Dormem na cama comigo e o marido todos os dias e só acordam na hora que o despertador toca. Ficam todas as noites agarradinhos conosco no sofá enquanto vemos TV, ficam no meu colo ou ao lado do laptop enquanto to fazendo trabalhos da faculdade. Enfim, eles me fazem muito felizes e a minha vida melhorou muito depois que eles vieram fazer parte dela. 

Duas semanas depois que os adotamos, eles foram viajar com a gente. Levamos eles pra passar cinco dias na ilha de Terschelling, no norte da Holanda. Fomos de carro até o norte e de lá pegamos uma balsa pra chegar na ilha. Foram duas horas dentro do carro e mais uma hora na balsa e os três se comportaram super bem. Lá ficamos hospedados num chalezinho e eles nem viram diferença entre o chalé e nossa casa. Semana que vem vamos repetir a dose, só que agora com eles já adultos. Vamos passar cinco dias no sul da Bélgica e vamos novamente levar os três gatos conosco. Espero que a experiencia seja tão agradável como foi na primeira vez. Eu realmente gosto da ideia de poder levá-los conosco aonde vamos e saber que eles vão se comportar e se adaptar super bem. Tomara que dê certo. 

Algumas fotos da viagem pra Terschelling em agosto de 2013. Na época eles eram tão miúdos que cabiam os dois em um só transportador, agora não dá mais, cada um precisa do seu. 


Os três comendo na casinha em Terschelling
 E aqui algumas fotos de como eles estão hoje em dia.

 

Falando em semaninha no sul da Bélgica, esse verão vai ser cheio de shows, festivais e algumas viagens. Pra começar iremos ver Pearl Jam no Ziggo Dome em Amsterdam e Soundgarden no Tivoli em Utrecht. Também iremos ao Pinkpop, Graspop e ao Fortarock. Talvez iremos ao Parkpop e Appelpop também, mas esses a gente sempre deixa pra decidir na ultima hora, de acordo com o tempo, já que são festivais gratuitos. Em agosto vou receber minha primeira visitante oficial aqui em casa. Em três anos que moro aqui, o quarto de visitas tem sido usado pra tudo, menos receber visitas. Estou super feliz de ter essa amiga linda e especial aqui, já passou da hora dela ser mais do que palavras em um chat e fotos em social media. Depois vamos passar uma semana linda em Rhodos, na Grécia. Esse ano resolvemos conhecer outra parte do país, pois eu já visitei a mesma região duas vezes. Rhodos é uma ilha praticamente na fronteira com a Turquia e eu sempre tive vontade de conhecer lá. Então, esse verão promete.

Mas por enquanto eu vou tentando balancear a vida com o novo trimestre da faculdade, voltar a praticar esporte, voltar a comer direito, voltar a ter vida social e voltar a escrever aqui com frequência. Eu sinceramente tava sentindo falta de vir aqui falar bobagem. Mas será que alguém tava sentindo falta das minhas bobagens? heheheheeh


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Desmotivada....

troque desligado por desmotivado
Eu sei que a versão dos Mutantes é melhor, mas eu não resisto à chance de babar pela lindona da Fernanda Takai :-D


Ultimamente eu tenho tido problemas em encontrar motivação pra fazer qualquer coisa que não seja obrigação. Tenho andado desmotivada pra me exercitar, para cuidar do cabelo, para comer direito, para eventos sociais e principalmente para escrever aqui. 

Talvez porque a vida ande meio monótona ou talvez porque as obrigações estão tomando todo meu tempo que era pra ser livre e sugando minhas energias. Estou na metade do segundo ano da faculdade, faltam menos de 5 meses pro ano letivo acabar e eu nunca imaginei que fosse ser tão difícil. Está muito mais difícil do que no primeiro ano. Até agora passei em todas as matéria sem recuperação, mas tive que ralar muuuuuuuuuito pra isso e tenho me sentindo esgotada. 

Chega final de semana eu só penso em dormir e terminar trabalhos da faculdade e estudar para provas. Não tenho a menor vontade de sair, de ver gente, de fazer coisa legais. O pouco tempo que tenho pra mim, eu quero mais é me enfiar embaixo das cobertas, assistindo um sitcon bestinha agarradinha com meus gatos e meu amore. 

Semana passada tive uma semana livre e mal passei perto do laptop, tenho passado tantas horas diárias sentada em frente à ele que não aguento mais olhar pra essa tela. Quando não to pendurada nele por causa da escola eu só o uso pra baixar os sitcons bestinhas pra assistir. Toda minha atividade internética tem sido através do celular, porque dele eu não me canso nunca. 

A unica coisa que penso no momento é em julho, julho se tornou meu mês preferido. É o mês da liberdade! De julho ao final de agosto eu só preciso fazer o que gosto e as energias se renovam. E é só isso que tenho em mente no momento, sobreviver os próximos meses para aproveitar minhas 8 semanas de liberdade. 

Até lá vou escrevendo aqui quando me sentir inspirada, espero que compreendam minha ausência. Não é nada sério, é só mesmo falta de energia e motivação. Uma hora passa :-D