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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Pessoas vem e vão...

Então, nem vou começar esse texto pedindo desculpas pela minha ausência do blog porque né, ta ficando muito batido isso. Todo mundo sabe que eu ando atolada com a faculdade e blábláblá whiskassache....

Enfim, hoje eu senti a necessidade de vir aqui pra falar de algo que aconteceu ontem e me deixou meio tristinha. Nesses quatro meses que estou na faculdade eu não gosto de uns 40% dos meus colegas de sala, tem uns 30% que são meio que indiferentes pra mim, quer dizer, ainda não formei uma opinião sobre eles porque ainda não os conheço direito, mas eles também não me irritam. O resto dos colegas são até legais, eu consigo bater um papo com eles mesmo com a nossa diferença de idade e o mais importante, eu consigo trabalhar muito bem com eles nos projetos em grupo. Mas de todos os 19 alunos da minha sala (contando comigo), tem só uma única com quem eu tive um 'click' imediato e desde o inicio eu já sabia que a convivência nos tornaria amigas de verdade.  

Desde o inicio do curso em setembro, seis alunos já desistiriam. Dois foram um alívio porque eram do tipo de aluno peso morto e eu estava com medo de precisar trabalhar com essas pessoas em um projeto em grupo. Fora que uma delas era uma pessoa extremamente irritante, achava tudo muito trabalho e não queria fazer nenhum tipo de esforço. As outras pessoas que desistiram eu mal cheguei a conhecer. O problema disso tudo é que eu meio que fico aliviada quando alguém que eu não gosto ou que não quero ter que fazer projeto junto acaba desistindo, afinal além de ser menos uma pessoa irritante na sala ainda é menos uma pessoa competindo comigo no mercado de trabalho. Mas a gente nunca imagina que pessoas que gostamos ou que trabalhamos bem juntos também podem desistir do curso. Pensamos ainda menos na possibilidade da unica pessoa com quem temos afinidade o suficiente pra construir uma amizade, pode ser a próxima que vai desistir do curso. 

E foi exatamente isso que aconteceu, essa menina que eu tanto gosto avisou ontem que iria desistir desse curso e seguir carreira em jornalismo. Eu super respeito a decisão dela, mas eu fiquei meio triste. Porque tinha que ser logo ela? Tanta gente idiota e/ou inútil na sala, tinha que ser logo ela? E o pior de tudo é que ela mora em outra cidade, significa que iremos continuar a ter contato pela internet mas com o tempo com certeza iremos perder o contato. Lá se vai uma boa oportunidade de construir uma amizade. 

Mas na verdade eu nem sei precisamente o porque fiquei tão triste com essa notícia, afinal na minha vida todo mundo vai e vem. Já fazem quase cinco anos que não vejo meu amigos do Brasil e acho que mais da metade deles nem notam a diferença, pois não fazem questão nem de manter contato pela internet. Nesses mais de quatro anos que moro na Holanda já fiz amizade com gente que voltou pro Brasil e que eu nunca mais vi na vida. Acho que sempre vou ter esse medo de me apegar demais à alguém e essa pessoa decidir ir embora, o que é meio hipócrita porque os amigos do Brasil com quem eu ainda mantenho contato dizem que eu é que os abandonei (tá, eles falam brincando). Não sei porque eu fiquei triste, mas sei que eu precisava vir aqui contar que fiquei triste...vai entender. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Chega de mimimi!

Vamos direto ao ponto, cansei de mimimi!!!!

Tudo quanto é lugar eu só vejo gente reclamando da vida. E o pior, reclamando de coisas tão imbecis. To cansando dessa mentalidade 'classe média sofre'. Outro dia passei horas dando unfollow num povo do twitter e do facebook. Todo mundo que escreve mais de uma reclamação sem motivo por dia recebeu um unfollow e a limpa ainda está em andamento. Pretendo manter minhas mídias sociais limpas de gente que acha que apesar de ter tudo na vida, ainda se acha vítima do mundo. Não dou conta de gente assim, só sabe reclamar das coisas mas nunca toma uma atitude para modificar aquilo que está incomodando. Existe diferença entre ir reclamar sobre algo específico pra poder desabafar e passa o dia todo reclamando das coisas. Tem gente que reclama quando chove e quando o tempo tá seco, quando faz frio e quando faz calor, e por aí vai. Tudo bem, reclamar é grátis e faz bem, mas quando reclamar se torna um estilo de vida a coisa enche o raio do saco. E agora que estou aqui digitando esse texto, eu percebo que estou sendo hipócrita e fazendo exatamente a mesma coisa ao vir aqui reclamar de gente que reclama. Então, ao invés de continuar reclamando da vida e das pessoas reclamonas, aí vai um vídeo de um gatinho cantando o tema da série Game of Thrones. Por que? Porque eu achei uma das coisas mais legais que já vi nos últimos tempos...


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Farofa linguística....

Oi, meu nome é Liss e eu sou fluente em quatro línguas. Isso soa tão legal, né? Soa tão impressionante. Mas a realidade é que isso dá um trabalho enorme! Ser fluente em línguas que você usa pouco é uma coisa, agora ter que usar quatro línguas diferentes TODOS OS DIAS é algo bem complicado. A cabeça dá nó, sério mesmo. As palavras mais simples desaparecem da sua cabeça e por algum motivo desconhecido da humanidade você lembra dessa palavra em todas as outras línguas menos na que você precisa, lógico. 

Funciona assim, eu penso em português duh, além de que pelo menos 50% do tempo que passo na internet é lendo ou escrevendo em português (assim como estou fazendo agora hehe) e me comunico com alguns amigos por aqui também em português. Na rua, na faculdade, com a família do marido, etc, eu só falo holandês, além de ter que ler e escrever textos acadêmicos em holandês todos os dias. E em casa é só inglês, primeiro porque acho super estranho mudar de língua com o marido (afinal, quando a gente se conheceu eu ainda não falava holandês e a gente só conversava em inglês), então eu só falo holandês com ele quando estamos entre outros holandeses. Segundo porque eu acho importante manter meu inglês afiado, já que ele é mil vezes mais importantes no mundo do que o holandês. E terceiro porque eu acho muita folga pro marido eu ter que falar uma terceira língua dentro de casa e ele até hoje não se deu ao trabalho de aprender o português. Além disso, pelo menos 40% (o resto é dividido entre holandês e espanhol) do meu tempo na internet é com coisas em inglês. E desde setembro passado eu comecei a usar o espanhol diariamente. Eu não sou tão fluente em espanhol quanto nas outras três línguas, principalmente porque não sei tanto de gramática quanto deveria, mas na faculdade temos direito de escolher duas matérias por trimestre (expliquei o sistema de trimestres aqui) que não tem nada a ver com o nosso curso, então escolhi espanhol como uma delas pra finalmente aprender a gramática corretamente. Mas tirando a construção gramatical, eu consigo sim entender praticamente tudo que ouço ou leio em espanhol e consigo também ter conversas curtas. Agora estou aprendendo a ter conversas longas hahaha.

Eu falo inglês desde que mais ou menos meus nove aninhos. Com essa idade eu já tinha decorado todos os diálogos do filme My Girl (ou meu primeiro amor, bleh). Eu era tão fissurada em aprender a língua que eu pegava letras de música e traduzia palavra por palavra com um dicionário. Sempre odiei filmes e séries dublados, só assistia se fossem legendados e com o tempo até as legendas eu passei a odiar. Quando eu tinha uns 13 anos eu comecei a ganhar uma graninha com traduções e por volta dos 16 eu já arriscava dar umas aulinhas particulares. Passei grande parte da minha vida "pré-Holanda" ensinado inglês tanto pra crianças quanto pra adultos. E o detalhe, eu nunca realmente estudei inglês, tive um ano de aula no ensino médio, mas lá só ensinavam coisas super básicas como o verbo To Be, e nessa época eu já estava ensinando a língua então não foi muito útil pra mim. Portanto eu aprendi tudo que sei sozinha. Assim como meu espanhol, mas como a gramática do espanhol é milhares de vezes mais complicada do que a do inglês, eu sempre tive problemas nessa área. Morando na Holanda e usando inglês todos os dias, eu me desenvolvi tanto na língua a um ponto que me sinto tão confortável quanto com o português, até sonho em inglês com certa frequência. 

Holandês foi a única língua que eu estudei na vida (até o momento), aprendi do zero com cursos e métodos tradicionais (já que o assortimento de boas música, filmes e séries na língua é tão escasso). Em mais ou menos três anos eu me tornei fluente o suficiente pra ser aceita na faculdade. Eu consigo me comunicar direitinho, consigo entender sem problemas e até traduzo bem. Mas ainda estou longe de me sentir confortável com a língua. Até com espanhol que eu não domino tão bem quanto o holandês, eu me sinto mais confortável. 

Mas a verdade é que, eu nunca imaginei que algum dia diria isso mas, eu entendo bem o que acontecia com a Luciana Gimenez quando ela dava pala no programa e usava a desculpa de que fala várias línguas. É difícil admitir isso mas ela estava falando a verdade. É assim mesmo que acontece e não é só comigo e sim com todas as pessoas que eu conheço que precisam usar várias línguas diferentes todos os dias. Jamais imaginei que um dia eu me identificaria com aquele ser chamado Luciana Gimenez. Mas essa é a verdade de gente que é obrigado a ser poliglota diariamente, por mais que você fale bem todas as línguas, sempre vai soltar umas merdas nada a ver, esquecer palavras, fazer traduções sem o menor sentido e passar vergonha de tanto dar pala por aí. 

Só um pequeno exemplo de como nossa cabeça começa a funcionar depois de algum tempo:

-Então, a gente precisa salvar dinheiro pra poder viajar
-Salvar dinheiro? De que? Ele está em perigo?
-hahahaha, não, economizar, juntar dinheiro hahahahah tô pensando no inglês, save money hahahah

E esse é só um leve exemplo de como a cabeça vira uma farofa linguística depois de algum tempo vivendo em outro país e usando tantas línguas ao mesmo tempo hehehe. Alguém mais também passa por isso? Eu sei que os expatriados passam, mas e os que moram no Brasil mas que também usam mais de uma língua com frequência? Eu fico super curiosa como outras pessoas lidam com o fato de falar várias línguas. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Estudos, sushis e hospedes felinos

Hoje eu venho por meio deste blog declarar que eu sobrevivi ao primeiro trimestre da faculdade! Segunda passada eu tive minhas ultimas provas e hoje passei o dia todo procrastinando porque tenho até o final da semana sem nada pra estudar e isso é tão gostoso.

Deixa eu explicar um pouco como funciona os sistema de trimestres da faculdade (já que tem um tanto de gente que me pergunta isso todos os dias). Funciona assim, o ano é dividido em quatro blocos e cada bloco em dez semanas. Dessas dez semanas, oito são de aulas, uma pra estudar em casa e terminar e entregar os trabalhos e projetos pendentes e uma só de provas. Normalmente tem também uma semana de "férias" no meio, coloco entre aspas porque não creio que existem muitas pessoas que conseguem relaxar e curtir as férias sabendo que daí duas semanas começam as provas. Aí cada dez semanas começa um novo bloco, com novas matérias, novos professores e um horário escolar novo. 

Nesse bloco eu tive muitas matérias práticas, então a maioria delas são avaliadas com trabalhos. Eu tive duas matérias teóricas, Marketing e Introdução à Comunicação e essas duas foram avaliadas com provas. Pra estudar pras provas eu tive que ler dois livros enormes em holandês e também assistir à vários documentários de mais de uma hora cada um, fora o tanto de slides de PowerPoint que o professor apresenta durante as aulas. Então passei de mais ou menos quatro semanas estudando como nunca estudei na vida, passando por volta de seis horas diárias, inclusive finais de semana, fazendo resumos dos livros, mindmaps dos slides, repassando os termos com o maridoncio, fazendo anotações sobre os documentários e tudo mais que devemos fazer quando queremos tirar uma nota boa na prova. Nunca em toda a minha vida eu levei os estudos tão à sério, na verdade até eu começar a fazer cursinho pré-vestibular, eu nunca levei os estudos nenhum pouco à serio. Mas como eu aprendi da maneira mais complicada possível que fingir que to estudando não serve pra nada, eu resolvi que é melhor pegar pesado por quatro anos e dar o melhor de mim pra não só passar nas matérias mas também aprender tudo que for necessário pra me dar bem na carreira que pretendo construir muito em breve. 

O meu problema é que por mais que eu estude e faça tudo direitinho, eu nunca me sinto preparada de verdade pra prova nenhuma, por isso eu odeio provas e prefiro mil vezes ter meu conhecimento avaliada por trabalhos e projetos. Eu entendo a matéria toda, decoro os termos importantes, associo o que preciso saber com exemplos e saio de casa confiante que vou fazer uma boa prova. Aí eu abro a prova e me dá um branco fudido, eu começo a ficar nervosa, vai me dando uma vontade de chorar. Mas a medida que eu vou sabendo responder algumas perguntas o nervosismo vai passando e eu vou conseguindo fazer a prova sem vomitar em cima dela. E lógico que eu sou do tipo que vai correndo no livro pra ver se eu acertei a resposta daquela pergunta. Eu não sou do tipo que precisa tirar um notão e muito menos ser a melhor da sala, eu me contento com uma nota suficiente pra passar na matéria e não precisar repetir tudo. Enfim, agora é esperar duas semanas pra saber o resultado...
Fazendo resumo do livro em holandês, traduzindo pro português com a ajuda do Google
Mas nem só de trabalho duro vive uma pessoa, né? Uns dois finais de semana passados eu convidei alguns amigos pra fazer uma sushi night. Ano passado eu ganhei de presente (agora não lembro se foi no meu aniversário ou no natal e to com preguiça de procurar agora) um kit pra fazer sushi em casa. Então a gente fez um vaquinha pra comprar os ingredientes e eu enrolei por volta de 200 sushis, alguns nigiris e vários sashimis com o que sobrou do peixe. Ficou delicioso! Todo mundo comeu até não caber mais e ainda sobrou alguns pro meu almoço no dia seguinte. Nunca recebi tantos elogios em um jantar com amigos e pretendo fazer novamente, assim que eu tiver três horas livres pra ficar fazendo rolinhos e mais rolinhos de sushi haha.
Enrolei 30 rolinhos sozinha o que rendeu mais ou menos 200 sushis, comida pra um batalhão!
Agora que as provas passaram e eu já posso respirar aliviada (pelo menos até semana que vem, quando começa o novo bloco), eu posso curtir um pouco a convidada felina de honra que ficará hospedada aqui em casa pelas próximas três semanas enquanto uma amiga está passeando pelo Brasil. Ela é a coisinha mais fofa e peluda e eu estou apaixonada por ela, mas não posso ficar tanto assim porque dentro de três semanas ela vai voltar pra casinha dela e eu vou ter que adotar um pra mim permanentemente porque senão eu entro em depressão.
Toetje é a gatinha mais fofa da Holanda! Ah sim, o nome dela pronuncia tutia, e significa docinho em holandês
Bom, acho que essas foram todas as novidades por enquanto. Vou aproveitar o resto da minha semana sem me preocupar com os estudos porque semana que vem começa um novo bloco e acaba a folga. Gostaria que você me contasse como são/eram suas experiencia com provas, é normal passar pelo estresse e nervosismo que eu passo? Me conte pra eu saber que sou normal e não sou a unica que entro em panico hahaha. E hasta la vista... 





quarta-feira, 7 de novembro de 2012

premio Liebster

Dando uma pequena pausa nos estudos pras provas da faculdade porque a cabeça já tá soltando fumaça e o dedo já deu bolha de tanto fazer resumo (sim, eu sou daquelas que prefere escrever tudo à mão do que digitar, algo me diz que assim eu aprendo melhor) de livro chatos pra caramba que eu nunca mais vou nem passar perto na vida.

Tirei alguns minutinhos do meu tempo pra responder à essa tag, ou selo, ou seja lá como você quiser chamar hahaha. Eu recebi no inicio da semana do blog da Luana, que é um dos blogs que eu mais gosto de ler e acho ela uma pessoa super legal, a gente bate altos papos tanto no Facebook quanto no GTalk e um dia eu ainda quero conhece-la pessoalmente. 

O selo funciona de maneira bem simples, a "blogueira" (odeio esse termo) que for indicada precisa fazer uma listinha com as 11 coisas que a fazem feliz. Então lá vai: (só pra deixar claro, a lista está em ordem aleatória e não em ordem de importância)

1 - Escrever. Acho que isso é uma característica de todo mundo que tem blog, né? Mas eu gosto mesmo do ato de escrever, tanto à mão quanto digitando. Adoro ver palavras se formando. Quando não tenho nada pra fazer eu sempre acabo pegando papel e caneta ou o laptop e fico fazendo listas sem sentido, ou escrevendo sobre algo sem importância. Acho que somente 2% de tudo que eu escrevo vem parar aqui no blog, porque a maior parte são coisas sem sentido e sem a menor lógica, é só mesmo pelo prazer de escrever. As vezes até nomes de gente eu fico escrevendo...devo ter algum problema, só pode hahaha
Prazer sem lógica
2 - Cantar. Essa sempre foi e sempre será a maior paixão da minha vida. Se eu canto bem ou mal não vem ao caso, se a voz ajuda ou não também não é importante. Mas existe algo sobre abrir a boca e formar um som que me fascina e me faz tão leve. Estudo canto desde os 15 anos e pretendo estudar até o dia que eu morrer. Meu sonho já foi ganhar a vida cantando, mas como isso é complicado demais e como eu não quero ganhar a vida sacudindo a bunda pra poder cantar, eu fico feliz só de ter isso como um hobby mesmo e quem sabe daqui um tempo eu não volto a arriscar a ter uma bandinha de novo...
Eu acho que meus vizinhos me odeiam hahaha
3 - Ouvir música. Meu amor por cantar não existiria se eu não fosse completamente apaixonada por música. Não consigo viver sem, mesmo. Se eu saio de casa sem meu mp3 player eu fico até nervosa e quando estou em casa tem SEMPRE música tocando. Sempre, sempre, sempre (a não ser que a tv esteja ligada, o que é raro). Eu gosto de vários estilos musicais e não tenho vergonha de nenhum deles, mas rock e todas suas vertentes sempre vai dominar meu coração. Não me prendo à estilos e nem à artistas, eu ouço música que meche comigo de uma forma que me agrade, até se me fizer triste, desde que eu goste da maneira que aquela tristeza me faça sentir. 
nhouwun

4 - Comer. Pois é, meu sangue mediterrâneo me fez ser uma pessoa fanática por comida. Lógico que a natureza iria combinar isso com genes que gostam de engordar com muita facilidade haha. Na verdade eu normalmente não como muito e como até bastante saudável. Mas isso é só se eu tiver em casa, com as comidas que eu mesma compro e preparo. Mas quando eu tô em algum lugar que tem comida boa eu simplesmente não consigo dizer não. Poucas coisas no mundo me fazem tão feliz quanto uma torta de chocolate ou uma lasanha bem feitinha. Mas na verdade o que eu valorizo muito é o tempero, e isso até as comidas mais simples podem se superar.
Liss feliz é Liss de barriga cheia!

5 - Gatos. Precisa explicar? Eu amo todos eles muito mesmo! Amo cachorros também, mas nada supera a alegria que um gatinho me trás. Outros animais que me fazem feliz são cavalos, coelhos e golfinhos. Mas gatos ainda são os reis do meu universo e em breve eles estarão dominando minha casa também.
Bem assim mesmo

6 - Viajar. Não existe nada melhor do que isso no mundo inteiro. Aliás, acho que grande parte do meu sonho de ser vocalista de uma banda é por causa da possibilidade de poder sair em turnê pelo mundo afora. Mas como isso tem poucas chances de acontecer, o jeito é trabalhar muito pra poder bancar todos os lugares do mundo que eu ainda vou conhecer. 
Porque o importante é tanto o destino quanto a jornada pra se chegar lá

7 - Internet. Eu passo horas e mais horas nela desde 1996, quando minha mãe comprou nosso primeiro computador jurássico com internet discada. Internet mudou minha vida de uma maneira que eu não consigo descrever. Sem ela eu não estaria na Holanda, não teria conhecido várias pessoas maravilhosas e principalmente, nunca teria conhecido meu maridoncio lindo. Então, long live the internet. Eu amo tanto a vida online que estou estudando isso na faculdade e irei passar o resto da minha vida trabalhando com isso, tem que amar muito, né?
Será que foi a internet que sugou minha alma ou a minha alma que sugou a internet? 

8 - Fantasia. Não, não estou falando de roupas pro Halloween. Estou falando de livros e filmes de fantasia que me dão prazer infinito. Eu até brinco que filmes e livros de fantasia, até quando são ruins são bons haha. Eu amo sair desse mundo em que vivemos e ser transportada para outro onde tudo é mágico. Se envolver super poderes então, aí eu apaixono perdidamente. E eu ainda acredito que a coruja que estava trazendo minha carta de aceitação em Hogwarts se perdeu no meio do caminho e um dia a carta ainda chega hehe
Droga, revelei minha identidade secreta!

9 - Barzinhos. Pra mim não existem atividade em grupo mais legal do que sentar em um pub com os amigos e jogar conversa fora.
Porque nenhuma boa história começa com: Lembra daquela vez que a gente foi comer salada?

10 - Shows e festivais. Lógico que uma pessoa que ama tanto música não poderia deixar de amar também ao vivo. Pra mim a satisfação de ir à um show de uma banda querida é tão grande quanto viajar pra lugares exóticos. E vivendo aqui na Europa eu descobri os prazer de ir à festivais. Acho que uma boa parte da minha renda é dedicada à shows e festivais e eu amo tanto as grandes produções de banda gigantes como U2 em grandes arenas, quanto os shows bem intimistas de artistas não tão grandes que fazem shows em pequenos locais. É ao vivo que a mágica acontece e eu já me tornei fã de várias bandas que nunca tinha nem prestado atenção até vê-los ao vivo, assim como também já me decepcionei muito com bandas que amo. 
Incrível como eu sempre saio com cara de boba alegre nas fotos de festivais e shows

11 - Neve. Amo amo amo! Não só a neve mas também os laguinhos congelados e as roupas de inverno. É pra mim a estação mais mágica do ano. Adoro o outono por causa das cores que as árvores ganham, mas odeio a quantidade de vento e chuva do outono holandês. A primavera também é linda, suas flores, os pássaros cantando novamente depois de meses, as árvores voltam a ficar verdes.  O verão holandês só é bom por causa dos festivais e mais nada. Só chove e quando faz calor é um mormaço abafado, odeio! Já o inverno é uma coisa tão linda, quase não chove e eu posso andar sempre empacotada, do jeito que gosto hahaha.
É muito amor por essa coisa branca, fofa e congelada

Bom, agora eu tenho que indicar alguns blogs com menos de 200 seguidores. Como eu não sigo tantos blogs assim, vou indicar só alguns. Mas o selo está aberto pra quem quiser usar, então não se ofenda se eu não mencionei seu blog. 






segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ultimo ano de mais uma década...

Aqui estou eu de volta! Acharam que eu tinha esquecido desse blog né? Pois se enganaram :-P

Estava ocupada com a faculdade, semana de prova está chegando e eu estou entrando em desespero, vocês não têm a menor ideia do quanto eu estou estressada com isso. A minha felicidade é que escolhi um curso que a maioria da matérias não tem prova e sim um projeto pra entregar no final do trimestre (depois explico melhor como funciona o sistema de trimestres), então só tenho prova de duas matérias, mais essas matérias são super teóricas e tem muuuuuuuito material a ser estudado, então até bolha no dedo eu já adquirir de tanto fazer resumos e esquemas. 

Mas esse post não é pra falar da chatura da minha faculdade e sim da coisa linda que foi meu aniversário esse ano! Eu tive não uma, não duas, não três, mas quatro comemorações. Isso mesmo, QUATRO!

A primeira comemoração foi no final de semana antes do aniversário, saímos pra jantar com a sogra. Então no dia do aniversário eu saí com o maridôncio pra jantar e depois fomos no cinema. Foi super legal porque me dei ao luxo de comer meu sanduíche preferido no Burger King (parece bobo, mas depois eu vou  fazer um post contando porque Burger King se tornou motivo de comemoração pra mim) e fomos assistir o mais recenten filme da série Resident Evil, mas infelizmente esse filme foi uma grande decepção na minha vida, afinal sempre fui fã dessa série mas esse filme não deu, entrou pra lista dos piores filmes que já vi na vida...dessa vez nem o rostinho lindo da Mila Jovovich salvou o filme. 

Depois, na sexta uma amiga me chamou pra ir na casa dela e quando eu cheguei lá tinha uma festa surpresa pra mim! Ela fez bolo e me deu um lindo par de botas que praticamente não saíram mais do meu pé desde então. Até pastel teve haha. Amei a surpresa e cada dia me sinto mais feliz de saber que eu tenho uma amiga como ela, meu coração enche de alegria toda vez que penso nela e no laço que a gente construiu juntas. 

Na sexta seguinte, mais de uma semana depois eu fui jogar sinuca e tomar umas cervejas com vários amigos. Precisamos fazer tanto tempo depois porque é sempre tão difícil conciliar as agendas de todo mundo, então essa foi a unica maneira de reunir todas as pessoas que me fazem feliz neste país. Infelizmente, sempre existem as pessoas que cancelam na ultima hora ou que simplesmente não aparecem, mas eu já aprendi a não deixar isso me afetar e a valorizar quem está presente.

Enfim, eu achei super válido poder comemorar tantas vezes e de maneiras tão especiais meu ultimo aniversário na casa dos vinte. Ano que vem uma nova década se inicia na minha vida, mas por enquanto eu vou aproveitar o ultimo ano que me resta desta e dar o melhor de mim pra realizar meus sonhos e manter esses amigos lindos que conquistei ao longo dos meus 29 anos de vida. Não sei o que seria de mim sem essas pessoas maravilhosas ao meu lado...


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

E a vida deu um giro...

Outubro começando e com ele a depressão pré aniversário....só que não! Esse ano não! Esse ano eu tenho muito pra comemorar, conquistei tantas coisas, venci tantos obstáculos, lutei, sacrifiquei várias coisas e fui recompensada pela vida. A maioria das pessoas fazem o balanço geral do ano em dezembro, eu sempre faço em outubro e desde de outubro do ano passado a minha deu um giro de 180 graus e quando eu olho pra trás parece que meu ultimo aniversário foi há uns 5 anos atrás.

Ano passado eu estava na fossa, estava me sentindo uma loser total. Tinha feito tantas entrevistas de emprego e nada. Não fazia ideia se ia conseguir passar na prova de Holandês pra conseguir fazer faculdade e muito menos se meu diploma do ensino médio seria aceito pela escola que eu queria. Sem contar que eu ainda estava lidando com a minha escolha de desistir de fazer faculdade de música pra estudar algo mais relevante pro meu futuro. 

Desde outubro do ano passado eu comecei a trabalhar (em um emprego que eu odiava, mas era melhor do que nada) e trabalhei no mesmo emprego até agosto agora e só saí pra começar a faculdade, inclusive meu chefe ficou super triste porque eu saí. Também fiz a ultima etapa do curso de holandês e depois de 6 meses estudando loucamente passei na prova de proficiência da língua em fevereiro. Consegui um segundo emprego (que acabou não dando certo, mas pelo menos valeu a experiência e foi ótimo pra auto-estima), fui aceita na faculdade e há pouco mais de um mês eu comecei a estudar. Logo no primeiro mês eu já passei em uma matéria que foi a mais difícil da minha vida, tirei um lindos 8 pontos em 10. Esse projeto sugou minha vida na ultimas 4 semanas, eu mal tinha tempo pra comer, dormir, tomar banho e tudo mais. Vida social então foi algo que eu não tive. Nem na internet eu tava aparecendo direito. Mas valeu super a pena porque eu já garanti meus pontos pra passar em uma das matérias e isso é algo muito recompensador pra mim.

Outra coisa que me fez feliz durante esse ano é o fato de eu ter conseguido manter o cabelo vermelho por uma ano inteiro. Eu seu que é bobo e fútil, mas isso na verdade representa o quanto que eu tenho me tornado uma pessoa disciplinada e determinada ultimamente. Se não fosse toda essa disciplina eu já teria desistido da faculdade na primeira semana. Na área de música eu também tenho evoluído bastante, mas como toda a pressão e estresse agora está indo pra faculdade eu tenho cantado mesmo só pra me descontrair e desestressar, não tenho mais a necessidade de cantar profissionalmente e agora é mesmo só um hobby pra me tirar dos problemas da vida. Mas mesmo assim ainda tem uma parte de mim que fica torcendo pra que um dia tudo mude na minha vida e que tudo me leve à ser uma cantora profissional algum dia hahaha. 

Enfim, eu podia ficar aqui falando e falando sobre o tanto que minha vida melhorou no ultimo ano, mas acho que já deu pra ter uma ideia, né? Só sei que a fossa que eu estava ano passado foi embora e hoje em dia eu me sinto bem mais realizada. Será que sou só eu que fico analisando a vida só levando em consideranção o numero de conquistas e realizações? Alguém mais fica analisando a vida toda quando o aniversário está aproximando? De qualquer modo, esse ano eu posso relaxar e não ficar toda depressiva pelo fato de estar completando 29 anos de vida e sim celebrar esse fato =)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Meu jeito Dr. House de ser...

O marido e eu adoramos assistir séries. Nós curtimos séries de fantasia, terror, suspense e comédia. Somos viciados em Game of Thrones, Walking Dead, Supernatual e vários sitcom's tipo How I Met Your Mother, New Girl, Cougar Town e mais um tanto. Esse é o nosso passa-tempo durante a semana, a gente janta e aí vai assistir alguma séria que eu baixei pela internet. Mas quando o verão chega a gente fica se sentindo super órfãos, todas as séries entram de férias e nunca sabemos o que fazer depois do jantar. Então a gente resolve ou rever desde o início uma série que já acabou ou começar a assistir uma série de algum estilo que um de nós dois normalmente não curte muito. Esse verão a série escolhida foi House. Ele sempre achou uma série interessante, eu nunca vi graça mas também nunca tinha assistido à um episódio inteiro. A verdade é que a dinâmica da série é bem bestinha, um paciente tem algum sintoma que ninguém consegue identificar e é mandando pra o Dr. House. Aí House faz um monte de merda, quebra regras e protocolos e quase mata o paciente (porque ele sempre fica pior durante o episódio), então no terceiro ato ele tem uma epifania e salva a vida do paciente. São pouquíssimos os episódios que não se baseiam nessa fórmula. No final acaba sendo mais uma séria de investigação, daquelas que eu acho um porre. 

Mas o que faz dessa série interessante não é sua fórmula e sim seu personagem principal, o Dr. House. House é um cara cínico, sarcástico, irônico que não gosta de nada e que acha que todo mundo é idiota. Ele fala o que bem entende, do jeito que quer e sem fazer rodeios. Ele trata todo mundo com desrespeito e não espera que ninguém o trate bem. A unica coisa que ainda faz com que ele tenha motivos pra continuar vivendo é sua curiosidade em saber como as coisas funcionam. Ele enxerga tudo como um quebra-cabeças, desde o corpo humano até os relacionamentos humanos e é por isso que ele se tornou médico. 

Enfim, esse post não é um review da série e muito menos um julgamento. Esse post é pra falar no tanto que eu sou parecida com ele. Eu também tenho problemas em enxergar o mundo com lentes cor de rosa, também não vejo família, amor e amizades da mesma maneira que a maioria das pessoas vêem. Eu também tenho uma tendencia enorme a achar que todo mundo é idiota até que se prove o contrário. Eu também sou sarcástica, irônica e muitas vezes até cínica. A unica diferença é que todos esses traços da minha personalidade ficam bem quietinhos dentro da minha cabeça. Ao contrário do Dr. House, eu nunca tive coragem de falar o que me dá na telha, de tratar as pessoas o tempo todo com falta de respeito, de agir do jeito que a minha cabeça quer agir. Talvez se eu fosse um gênio indispensável como ele eu teria coragem de ser mais coerente comigo mesma. Mas como eu sou só mais uma pessoa comum no mundo e sem nenhum dom especial, eu tenho que me adequar às convenções sociais e fingir que eu sou normal. O meu lema na vida é sempre "Just Smile and Wave". 

Deixa eu dar um exemplo claro, essa semana um colega de sala (que infelizmente faz parte do meu grupo em um projeto) foi em frente da turma pra contar que dez anos atrás a mãe dele ficou muito doente e quase morreu - preste bastante atenção no QUASE, do verbo ainda está viva. Aí ele contou que por causa disso ele tem andando super depressivo ultimamente e que não está dando conta do estresse da faculdade. No final do "discurso" dele, ele se debulhou em lágrimas e todo mundo aplaudiu e mandou mensagens de apoio moral pra ele. A professora falou que iria mandar email pros outros professores pra que eles pudessem "pegar leve" com o garoto. E qual foi a minha reação? Eu fingi que senti tanta dó dele quanto os outros colegas, mas por dentro eu queria dar umas boas bofetadas na cara dele, isso sim. Ah, vira gente! Sua mãe quase morreu dez anos atrás, mas ela NÃO morreu! Tenho certeza que na época deve ter sido horrível, ainda mais porque ele era uma criança, mas vamos combinar né? Como assim agora, dez anos depois e com a mãe vivinha da silva, ele resolveu entrar em depressão? E não é super conveniente pra ele que essa depressão apareceu justamente quando ele começou a estudar. E o pior é que os professores vão pegar leve com ele por causa disso. Eu que ainda não domino a língua cem por cento, tenho que me esforçar em dobro pra dar conta e ele que passou por problemas DEZ anos atrás pode se esforçar menos. É justo?

Esse tipo de coisa me faz questionar se eu sou fria demais pros problemas dos outros ou se o problema é que é idiota demais pra eu ter qualquer tipo de compaixão. Afinal, eu tenho certeza que não estaria tão puta da vida se a mãe dele estive doente agora ou se esse ano fosse o aniversário de dez anos da morte dela. Tenho certeza que eu não iria considerar esse colega um idiota. Mas agora, por causa desse "problema" dele não só eu acho o cara um tremendo idiota e babaca mas também acho que meus outros colegas e professores também são idiotas por levarem à sério esse "problema". Mas enfim, se eu fosse um gênio como o Dr. House eu teria coragem de estar falando isso tudo pro colega idiota ao invés de estar desabafando por aqui....

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Do outro lado da vida...

Gente, eu sobrevivi à primeira semana de aula!!! Na verdade já começou a segunda semana e ainda estou viva! hehehehe.

Vou contar uma coisa, estudar é o cú do mundo, viu!? Acho que todos os três leitores desse blog já devem saber que eu tenho uma grande tendência geek. Mas eu nunca fui e nem nunca serei nerd. Estudar pra mim é uma tortura enorme! Eu adoro assistir aulas sobre matérias que me interessam, principalmente quando o professor sabe o que está fazendo. Mas eu odeio ter que estudar em casa, odeio ter que fazer trabalhos e projetos, odeio ter que fritar os neurônios. 

Já na primeira semana o viado do professor nos deu duas essay's e mais dois trabalhos em grupo pra fazer em quatro dias. Metade da sala quase morreu! E eu juro que não teria conseguido se não fosse pelo maridoncio que além de ter me ajudado com a estrutura dos textos e com essa língua do capeta, ainda fez praticamente todo o trabalho de casa e ainda fez o jantar dois dias seguidos. 

Até agora eu tive duas matérias super legais, Design e Introdução à Comunicação. O resto das matérias são  tão chaaaaatas. Tem também algumas matérias livres, aquelas que você escolhe independente do seu curso. Eu escolhi Study Planning and Time Management porque depois de dez anos que formei no ensino médio, achei que seria uma boa ideia "reaprender" a estudar. Escolhi também Espanhol porque é algo muito gostoso fazer uma matéria que eu realmente entendo, em uma língua que eu gosto de ouvir e lógico pra ver se meu espanhol desenrola de vez e deixe de ser somente entender o que as pessoas falam e conseguir ler um texto. Eu quero realmente me tornar fluente na língua até o final do ano.

Como eu disse no post anterior, meus colegas são legais (apesar de serem tão novinhos) e é lógico que eu me juntei com os nerds pra fazer o grupo do nosso projeto. Nerds ruleiam o mundo e são normalmente os que realmente trabalham e levam as coisas à serio. Sem contar que é tão legal poder falar de jogos, música e filmes. Acho que ano que vem o grupo todo vai aos festivais junto hahaha.

A coisa mais legal é que o projeto só dura quatro semanas e depois só teremos matérias que me agradam. Acho que se eu sobreviver à essas quatro semanas (que são as mais cheias e puxadas por causa do projeto), eu sobreviverei lindamente ao próximos quatro anos. Quando o projeto acabar eu venho aqui contar mais sobre ele. Agora vou ali voltar à estudar porque ainda tem muito trabalho pra ser feito. 

sábado, 1 de setembro de 2012

Primeira experiência na faculdade.

Então, semana passada foi a semana de introdução na faculdade. Não houve nenhuma aula, é uma semana só mesmo pra gente conhecer os colegas de classe, coordenadores, salas de aula e tirar dúvidas sobre o ano letivo. O primeiro dia de introdução foi mesmo aquele negocio de se introduzir pra turma, falar um pouco sobre a sua vida e hobbies e conhecer todo mundo. O segundo dia foi sobre conhecer a cidade, fizemos um tour a pé por mais de três horas. Essa atividade seria super legal que eu já não conhecesse a cidade hahaha. Mas o maior problema é que quando a gente tá andando e andando acaba que ninguém conversa tanto e acabamos não conhecendo todo mundo do jeito que gostaríamos. Mas no final teve um jantar pra todo mundo e acabou sendo legal apesar do cansaço. 

O que mais me surpreendeu foi a faixa etária das pessoas na minha sala. A maioria nem chegou aos 20 anos ainda. Lógico que todo mundo já se adicionou no Facebook e eu fui olhar a idade do povo e pelo menos 90% da sala nasceu entre 1993 e 1995. Isso mesmo, tem gente de 17 anos estudando comigo, gente da geração da minha sobrinha que nasceu em 96. A pessoa mais velha depois de mim tem 22 anos e já acha que está muito velha pra estar estudando. Isso é realmente algo que eu vou ter que aprender a lidar. Como levar a sério uma pessoa que nasceu exatos 10 anos antes de mim? Como me identificar com alguém que nasceu no mesmo ano em que eu fui ao cinema assistir Jurassic Park? Como não ficar me sentindo super mal por estar começando a estudar já tão tarde? E o mais importante, como não ficar neurótica sabendo que essas pessoas tão mais novas do que eu serão minha futura competição no mercado de trabalho?

A verdade é que as aulas começam com salas por volta de 25 pessoas e acaba com mais ou menos 10. Como as pessoas entram pra faculdade tão cedo por aqui, acaba que muitos resolvem trocar de curso na metade do caminho. Outros conseguem um emprego legal e resolvem parar de estudar e mais um tanto fica só tomando bomba até que o governo os multe o suficiente pra ou eles tomarem vergonha na cara ou largarem os estudos. 

Deixa eu explicar mais ou menos como funciona o sistema de ensino holandês: Aos 4 anos todo mundo é obrigado a ir pro jardim de infância. E quando eu digo obrigado é isso mesmo que eu quero dizer, os pais que não matriculam na escola e não os mantêm por lá até os 18 anos são multados e até presos. Então, a criança começa o jardim de infância aos 4 e aos 6 eles começam o ensino básico. Aos 12 anos é hora de entrar pro ensino médio e com essa idade que eles já têm que decidir o que querem para o futuro. Eles fazem uma prova que vai determinar praticamente o resto da vida deles. 

Existem três tipos de ensino médio por aqui, o primeiro é o VMBO e é igual ao ensino técnico no Brasil e dura dois ou três anos, não tenho certeza. Com o diploma desse curso técnico você não pode entrar nem pra faculdade e nem pra universidade (e sim, a diferença entre faculdade e universidade é bem grande por aqui, mas já eu explico) mas você pode fazer uma especialização do curso técnico que terá um diploma acima do ensino médio e abaixo da faculdade, o MBO. Essa especialização dura quatro anos e aí sim você estará qualificado para uma faculdade. 
O segundo é o mesmo nível do nosso ensino médio no Brasil, o HAVO. A diferença é que você só dá foco pro grupo de matérias que te interessam, tipo exatas, humanas, línguas, ciências, etc. O curso dura quatro anos e quando você forma tem o direito de entrar pra faculdade e se fizer um ano inteiro de faculdade, aí sim pode se transferir pra uma universidade. 

O terceiro é um curso super específico que eu não sei o que seria no Brasil, esse chama VWO. É basicamente um curso de seis anos que vai te preparar pra faculdade. E assim como o HAVO, no VWO você só dá foco ao grupo de matéria que te interessam. Depois de formado você pode entrar direto pra universidade e depois fazer mestrado sem nenhum curso preparatório. 

Quanto à diferenças entre a faculdade (HBO) e a universidade (WO) é na intensidade em que aprnedemos as coisas. A faculdade é mais guiada pro mercado de trabalho em que executamos tarefas e a universidade é mais guiada pra um mercado de trabalho em que pensamos mais, tipo a área de pesquisas. Ambos dão direito de fazer mestrado, mas se você fizer HBO você terá que fazer um ano de curso preparatório primeiro.

Na Holanda é normal já começar um estudo logo que termina o ensino médio e é por isso que os alunos da minha classe são tão novinhos. O normal aqui é ter um diploma de mestrado entre os 22 e 25 anos. Meu marido tirou dois mestrados antes de completar 25 anos. Ele fez duas universidades ao mesmo tempo, História e Public Management. Quando ele se formou demorou um tempo pra encontrar um emprego em sua(s) área(s), mas desde 2009 ele trabalha pra prefeitura de cidade de Utrecht na área de planejamento de segurança pública. 

Com o meu diploma do HBO eu vou poder trabalhar em várias áreas, incluindo marketing e jornalismo. Mas eu ainda não decidi se vou fazer mestrado ou não, acho que só vou decidir isso depois do meu segundo ou terceiro ano de faculdade. Todos os brasileiro com ensino médio completo podem entrar pro HBO, e se tiver curso superior completo você terá que avaliar seu diploma antes de saber se pode fazer WO. Mas se a sua vontade for mesmo fazer universidade e o diploma não for bom o suficiente, é só fazer um ano de HBO e aí terá o direito de transferir para um WO. 

Bom, por enquanto é isso. Semana que vem começam as aulas de verdade e eu estou super ansiosa e até meio nervosa. Assim que eu tiver um tempinho livre eu venho contar como foi a experiência de começar minha primeira faculdade. E depois eu farei um post sobre como o governo holandês nos incentiva financeiramente a estudar e como nos pune (também financeiramente) se não nos formarmos em tempo. Hasta la vista...